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sábado, 12 de dezembro de 2020

Coração dos pequeninos

 

Coração dos pequeninos

- Hoje te encontras aqui, Meu pequeno menino, nesta Grande Ilha do Pacífico (Suva / Ilhas Fiji), fazendo os Cenáculos com os Meus prediletos e com os fiéis, vindos também das ilhas mais longínquas.

- A Minha voz chegou também aqui.

- Também aqui recebi uma resposta generosa.

- Vê como foram sobretudo os mais pequeninos, os mais simples, os mais pobres, que Me responderam.

- Vê como eles sabem compreender a Minha voz, escutar a Minha Palavra, obedecer aos Meus pedidos, rezar com perseverança, Consagrar-se com alegria ao Meu Coração Imaculado.

- É no coração dos pequeninos que Eu encontro o Meu grande conforto.

- Quantos entre os grandes, mesmo entre os Meus prediletos, rejeitam o Meu convite e fecham a porta do seu coração a Minha presença materna.

- Esta persistente rejeição é para Mim causa de uma profunda dor.

- Mas sou consolada ao receber uma resposta tão generosa da parte dos pequeninos, porque eles são o Bálsamo que o Pai Celeste Me dá e que se derrama sobre cada nova ferida que se abre no Meu Coração de Mãe.

- É no coração dos pequeninos que Eu encontro a Minha maior alegria.

- Neles reflito a Minha Luz e vejo reproduzido o Meu desígnio.

- Foi por ser pequenina, que Eu agradei ao Altíssimo.

- Só no coração dos pequeninos é que:

o Pai Se compraz,

é que o Filho é Glorificado e

o Espírito Santo encontra a Sua morada habitual.

- Assim, por meio deles, o Coração Imaculado da vossa Mãe Celeste pode repetir o seu eterno Magnificat, o seu Cântico de Adoração e de Louvor a Divina e Santíssima Trindade.

- É no coração dos pequeninos que Eu deponho as Minhas delicias porque posso cumprir plenamente a Minha função de Mãe; posso nutri-los, vesti-los, formá-los, conduzi-los docemente pelo caminho da Pureza, do Amor e da Santidade.

- É no coração dos pequeninos que o Meu Coração Imaculado obtém o Seu Triunfo.

- É por meio deles que Eu posso realizar a Minha grande Obra de Amor e de Misericórdia para a salvação do mundo a maior renovação da Igreja.

- No coração dos pequeninos, encontras também tu o teu repouso.

- Numa viagem tão cansativa, no meio de fadigas tão grandes, que parecem humanamente impossíveis, repousa sobre o Coração da Tua Mãe Celeste e alegra-te com a resposta que recebes em toda a parte de todas as Minhas crianças mais pequeninas.

MSM-Movimento Sacerdotal Mariano / Padre Stefano Gobbi / 12.11.93

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Esperança faz crescer no amor

Obra de corredenção

 “Senhor, que vosso Amor, Sofrimento e Sangue derramado,

não tenha sido em vão pelas nossas almas e

pelas almas dos Vossos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora.”

“Senhor, sou teu servo, filho de Tua Serva.”

sábado, 14 de novembro de 2020

Sábado da Minha grande dor

 

Sábado da Minha grande dor

Sábado Santo:

- Meus filhos prediletos, permanecei hoje junto de Mim, que sou vossa Mãe tão Dolorosa.

- Este é o dia da Minha grande dor. (Sábado Santo)

- Depois de O ter deposto piedosamente no sepulcro, com a ajuda de João e das piedosas mulheres,

depois de ter sido rolada uma grande pedra para fechar a sua entrada,

fiquei pela primeira vez sem o Meu Filho.

- Naquele momento, o tempo parou para Mim.

- Foi então que começou a Minha vigília contínua, numa oração incessante, que ritmava o passar das horas, numa firme esperança que chegava até a penetrar a Porta do Céu, num profundo e intenso sofrimento, enquanto podia, finalmente, dar espaço a expressão da Minha dor materna, e contínuas lágrimas desciam dos Meus olhos, formando quase como que um berço de pranto, no qual depositava a todos vós, que Me tínheis sido confiados por Jesus na Cruz.

- É o sábado do Grande Repouso.

- É o sábado do Grande Silêncio.

- É o sábado da Minha Grande Dor.

- É o único dia em que a Mãe fica só, crucificada e suplicante, confiante e fiel, oprimida sob o peso do Seu Sofrimento.

- É o dia em que também a vossa Mãe tem uma grande necessidade de conforto.

- É o dia em que a Mãe tem necessidade do amor de todos os seus filhos.

- Hoje recolho-vos nos Meus braços maternos e Sou consolada ao sentir que Me amais verdadeiramente como filhos.

- Parece-Me ouvir ainda a Sua voz, que se prolonga na Sua extrema e mais preciosa oferta:

“Mulher, eis o teu filho”

- Hoje, no berço desta Minha dor, todos vós vos abris para acolher o fruto divino deste seu último dom.

- Este é o Meu e o vosso dia.

- Entrai no novo repouso sabático da Minha Maternidade Espiritual.

- A Igreja recebeu este dom como o primeiro fruto da Paixão e Morte do Meu Filho Jesus.

- Foi por isso que desde os tempos mais antigos se difundiu a tradição de dedicar o sábado a uma Minha particular veneração.

- Ainda hoje vos peço que Me Consagreis este dia.

- É o dia que marca a passagem para todos:

da morte a vida;

da paixão a glória;

do egoísmo ao amor;

da escravidão a liberdade;

das mais profundas trevas a Luz que não conhece ocaso.

- Entrai neste repouso Luminoso.

- Por isso vos convido a dedicar ainda o Dia de Sábado em Minha honra, para que vos possa ajudar a entrar no vosso repouso, vivendo cada dia a vossa Páscoa comigo, Mãe dolorosa da Paixão e Mãe Jubilosa da Ressurreição.

MSM-Movimento Sacerdotal Mariano / Padre Stefano Gobbi / 18.04.87

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Getsemani e seus ensinamentos

O segredo para as almas

“Senhor, que vosso Amor, Sofrimento e Sangue derramado,

não tenha sido em vão pelas nossas almas e

pelas almas dos Vossos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora.”

"Senhor, sou teu servo, filho de Tua Serva"


domingo, 27 de setembro de 2020

Mês de Maio

Mês de Maio

- Neste mês, procurai viver mais intensamente a consagração que fizestes ao Meu Coração Imaculado, filhos prediletos.

- Só assim poderei ser venerada por cada um de vós.

- Dai-Me pequenas flores de mortificação para Me consolar pela grande dor ao ver como não são acolhidos todos os convites dirigidos a humanidade para que volte ao seu Deus.

- Como Jesus está contristado por tantos que seguem pelo caminho do pecado, da impureza, da corrupção e do egoísmo desenfreado.

- Oferecei a estes meus pobres filhos doentes a ajuda da vossa penitência e da vossa mortificação.

- Dai-Me em cada dia deste mês, a Mim consagrado:

pequenas flores formadas pelo silêncio e pela docilidade,

pela total disponibilidade,

pela humildade e paciência,

pela mansidão,

pela renúncia as comodidades e aos prazeres dos sentidos.

- Percorrereis assim o caminho do desprezo de vós mesmos, operando em vós a renúncia ao mundo e as suas seduções, que constitui o compromisso mais importante assumido no dia da vossa Consagração Batismal e Sacerdotal.

- Dai-Me Terços rezados com maior intensidade e maior frequência.

- Reuni a vossa volta os religiosos e os fiéis em Cenáculos de incessante e fervorosa oração feita comigo.

- Peço-vos, sobretudo agora, que rezeis com fervor e alegria o Santo Terço.

- Esta é a arma que deveis usar hoje para combater e vencer esta sangrenta batalha;

é a corrente de ouro que vos prende ao Meu Coração Imaculado;

é o para-raios que afasta de vós e das pessoas que vos são caras o fogo do castigo;

é o meio seguro para ter Me sempre perto de vós.

- Enfim, peço-vos que renoveis frequentemente e que vivais plenamente a Consagração ao Meu Imaculado e Doloroso Coração.

- Entrai o mais depressa possível neste refúgio para serdes defendidos por Mim.

- A minha proteção deve-se manifestar cada vez mais a todos, porque os dias que viveis são marcados por grandes sofrimentos e, para muitos dos meus pobres filhos, hoje em dia tão ameaçados, aumenta o perigo de se perderem.

- Que este mês de Maio, Consagrado a Mim de modo particular, seja para vós uma preciosa ocasião para vos entregardes a Mim, com a oferta de pequenas flores de mortificação, com a recitação frequente do Santo Terço e vivendo mais intensamente a Consagração ao Meu Coração.

MSM-Movimento Sacerdotal Mariano / Padre Stéfano Gobbi / 01.05.83

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Desejo Santo

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

As 24 horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

 


- Livro escrito pela Serva de Deus Luíza Piccarreta (a pequena filha da Divina Vontade).
- É uma meditação e experiência das 24-horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Efeitos desta meditação:

“Minha filha, cada vez que a criatura se funde em Mim, dá a todas as criaturas o
fluxo de Vida Divina, e segundo a necessidade que as criaturas têm, obtêm o seu efeito:
Quem é frágil sente a força; quem é obstinado na culpa recebe a luz; quem sofre, recebe
conforto; e assim para o resto”.

“Estas Horas são a ordem do universo, e colocam em harmonia o Céu e a terra e
sustêm-Me para não mandar destruir o mundo; sinto circular o Meu Sangue, as Minhas
Chagas, o Meu Amor, e tudo o que fiz, e deslizam em todos para salvar a todos. E quando
as almas fazem estas Horas da Minha Paixão, sinto colocar a caminho o Meu Sangue, as
Minhas Chagas, as Minhas ânsias de salvar as almas, e sinto repetir a Minha Vida. Como
poderão as criaturas obter algum bem se não for por meio destas Horas? Porque duvidas?
Isto não é coisa tua, mas Minha, tu foste o instrumento forçado e débil.”


terça-feira, 31 de março de 2020

Obrigações de estado e o Amor


Obrigações de estado e Amor
O texto Bíblico de Efésios 5, 21-23 nos apresenta uma polêmica exigência:
“Como a Igreja está sujeita a Cristo, estejam as mulheres sujeitas aos seus maridos... E vós, maridos, amai as vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela... Assim também os maridos devem amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a sí mesmo, pois ninguém jamais quis mal a sua própria carne, antes alimenta-a e dela cuida, como também faz Cristo com a Igreja, porque somos membros do seu corpo...”

- No Matrimônio, muitas vezes, cumprimos tudo o que a moral e as “obrigações de estado” nos propõem a viver, ou seja: Ter uma casa, trazer alimento, ter filhos, leva-los a escola, cuidar da vestimenta, providenciar transporte, ser casto, dar presente nos aniversários, passear com seu cônjuge e com a família, etc... São obrigações licitas e que acumulamos méritos para com o cônjuge, com os filhos, parentes, amigos e ficamos quites com a sociedade e com nós mesmos quando tudo vai bem.
Mas,
As tempestades, tribulações, doenças, Epidemias e problemas financeiros nos atingem de vez em quando, dai temos a impressão que tudo o que fazemos não é o suficiente, pois os desentendimentos se tornam mais frequentes, os julgamentos, as cobranças, as culpas vão tomando conta da rotina do casal. Daí pensamos o que será que fiz para merecer isso, ou porque só acontece comigo, porque Deus me abandonou?
- Muitas vezes cumprimos todas as “obrigações de estado”, temos tudo o que é necessário para uma vida normal, mas esquecemos daquilo que não é obrigação, mas é essencial para que ninguém culpe ninguém quando das tempestades e sofrimentos que nos assolam: AMAR.
- AMAR não é obrigação, mas é um Mandato de Deus para que não somente o matrimônio corra bem, mas tudo.
- Podemos até mantermos uma fachada, alimentando nosso matrimônio com coisas materiais e nos escondendo na correria do dia a dia, culpando a falta de tempo, mesmo sabendo no intimo do coração que está faltando alguma coisa. Daí quando temos tempo percebemos que realmente alguma coisa está acontecendo ou não aconteceu; é o Amor, a única coisa de eu não era “obrigado” a dar mas que foi suprimido pela paixão no inicio do relacionamento e estendido até o matrimônio.
Ainda há tempo.
- Se nos falta Amor ao cônjuge ou aqueles a quem Nosso Senhor nos confiou, peçamos socorro a fonte do Amor, Nosso Deus; Aquele que mandou-nos Amar, mas por um motivo ou outro deixei passar despercebido ou não sabia o que era Amar, confundi com outro sentimento, vai nos socorrer com sua Providência de Amor, vai nos capacitar ao Amor.
- Meditemos no Amor do Pai que deu seu Filho Único, Nosso Senhor Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar.
- Jesus é nosso modelo de Amor, peçamos a Ele e a intercessão de Nossa Senhora, sua mãe e nossa  mãe, que nos ensine a Amar como Ele nos Ama desde toda a eternidade.


Amar onde quer que eu esteja
- Estendamos este conceito às outras dimensões de nossa vida, para melhor compreendermos o que realmente é o Amor: Na profissão, nos estudos, no lazer, no trânsito...
- Faço somente o que é determinado pelas instituições e pelas Leis ou vou além?
- Imagine um médico que mesmo depois de formado, continua seus estudos para dar muito mais a seus pacientes;
- Imagine o Cientista que mesmo depois de receber seu diploma de formação acadêmica continua pesquisando e entregando a Comunidade Cientifica seus esforços extras para descobrir uma nova Vacina para uma grave Pandemia que assola o mundo.
- Imagine um professor que vai além dos livros e ensine a seus alunos não somente a teoria, mas como aplicar em suas vidas.
- Imagine um Padre que mesmo depois de ordenado, continua seus estudos e rogando a Deus por seus fieis, dando bons exemplos de como Amar a Deus sobre todas as coisas e ao Próximo como a sí mesmo, ensinando a seus fieis a serem santos como Deus é santo. Pense em sua pregação, pois as palavras ditas com Amor, Libertam.
- Imagine você no trânsito caótico da cidade grande e alguém, que sem paciência, age de forma irresponsável; qual sua reação? Você julga ou reza por ele?
- Imagine um Economista que estudando novas possibilidades, além das existentes, apresenta uma nova formula de distribuição de renda, sem colocar em risco a economia de sua nação.
- Imagine você, nas várias dimensões da sua vida, o que pode dar além das “obrigações de estado” que já cumpre, este acréscimo é o que chamamos de Amor, Amor ao próximo; aqui você cumpre os dois mandatos de Deus ao mesmo tempo: Ama a Deus no próximo.
- Imagine todos nós cumprindo o que Jesus mandou: Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo (Amar a Deus no próximo), creio que faríamos muito mais que nossa “obrigação de estado” e o mundo em que vivemos transformaria.

Como Amar e praticar as obras de misericórdia: Pela ação, pela Palavra ou pela Oração.

Consequências do Amor
- Lembra daquela passagem Bíblica (Mateus 19, 16-30) em que o Jovem Rico que já cumpria todos os mandamentos, sentia em seu coração que faltava algo? O que Jesus lhe recomendou? Vai vende tudo e siga-me. Sim, o Amor requer despojamento, desprendimento, perdão e doação.
- O Amor tem um preço: doação da vida pelo outro (lembre-se de Jesus, nosso modelo), Amar é dar a vida pelo próximo, Amor e sofrimento se fundem em uma só coisa. 
“O Cerne do Amor é o sacrifício e o sofrimento”, Diz Deus Pai a Santa Faustina §1103
- Quem morre primeiro? Quem mais ama.
- O médico que mais Ama, se expõe mais, morre amando.
- O Padre que mais Ama, mais se expõe para salvar seu rebanho.
- O Bombeiro que mais Ama, encara o fogo para salvar uma vida.
- O Soldado que mais Ama, defende a vida do próximo.
- Os covardes não amam, demoram mais para morrer.
- Os fracos não amam, precisam de mais exemplos para amar mais.
O mundo é dos espertos, mas o céu é para aqueles que amam.

“Enquanto viveis neste mundo, podeis e deveis progredir;
se alguém estaciona, por isso mesmo retrocede.”
Santa Catarina de Sena 24,2

Texto revisado por Padre Cirio Alessandro Jacinto.

domingo, 17 de setembro de 2017

Da Prisão a Flagelação de Jesus


A prisão e o sacrário
- Contempla-Me na prisão onde passei grande parte da noite.
- Ali vinham os soldados insultar-Me com palavras e ações, escarnecendo de Mim, ultrajando-Me, batendo-Me na cabeça e sobre o Meu Corpo.
- Fartos de Mim, abandonaram-Me sozinho e amarrado, num lugar úmido e escuro.
- Deram-Me uma pedra por assento onde o Meu Corpo dolorido se sentiu transido de frio.
  • Comparemos aqui a prisão com o coração daqueles que Me recebem.
- Na prisão, passei apenas parte da noite.
  • Mas no sacrário... quantos dias, quantas noites?
- Na prisão fui insultado e maltratado pelos soldados que eram Meus inimigos.
  • Mas no sacrário... quantas vezes não o sou por almas que Me chamam de Pai... mas não se comportam como filhos.
- Na prisão, sofri frio e sono, fome e sede, tristeza, vergonha e abandono.
  • E vi, no decorrer dos séculos, tantos tabernáculos onde Me faltaria o abrigo do amor... tantos corações gelados que seriam para Meu Corpo chagado, como a pedra da prisão.
Senhor, quero suavizar sua tristeza
- E quantos dias esperarei que tal alma ou tal outra, venha visitar-Me no sacrário e Me receber no seu coração.
- Quantas noites passadas a desejar sua vinda:
  • Mas ela se deixa dominar por suas ocupações, por sua moleza, pelo medo de prejudicar a saúde... e não vem.
  • Esperava-te para saciar Minha sede e para consolar Minha tristeza, alma querida, e não vieste.
- Quantas vezes terei fome das almas, de sua fidelidade, de sua generosidade:
  • Saberão elas aplacar esta fome ardente com aquela pequenina vitória sobre si mesmas, ou aquela leve mortificação?
  • Saberão aliviar Minha tristeza com sua ternura e compaixão?
  • Saberão, quando vier um momento mais doloroso a natureza?
  • Saberão, quando tiverem que suportar um sofrimento qualquer?
  • Um esquecimento?
  • Um desprezo?
  • Uma mágoa de coração ou de família?
- E com tudo isso, dizer-Me do fundo da alma:
“Isto será para suavizar Vossa tristeza,
para Vos acompanhar na Vossa Solidão”
- Ah, se soubessem unir-se a Mim com que paz atravessariam a dificuldade, como sua alma sairia dali fortificada e como Meu Coração seria consolado e aliviado.

Minha prisão e a frieza das almas
- Na prisão quantas palavras obscenas proferidas contra Mim Me haviam de cobrir de confusão:
  • E essa dor aumentava ainda lembrando-Me que semelhantes palavras cairiam um dia de lábios muito amados.
- Na prisão, enquanto aquelas mãos imundas descarregavam pancadas e bofetões sobre Meu Corpo:
  • Eu Me via espancado e esbofeteado pelas almas que Me receberiam sem delicadeza e Me acabrunhariam sob golpes repetidos de pecados habituais e consentidos.
- Depois, quando Me empurraram e Me deixaram cair por terra, atado e sem forças:
  • Vi muitas almas preferirem suas satisfações e acorrentarem-Me por suas ingratidões , repelirem-Me e renovarem Minha dolorosa queda, prolongando Minha solidão.
- Ó almas escolhidas, aproximai-vos de Vosso Esposo na prisão, comtemplai-O durante essa noite de padecimento:
  • E vede-A prolongar-se na solidão de tantos sacrários e na frieza de tantas almas.
Quereis dar-Me prova de vosso amor?
- Quereis dar-Me prova de vosso amor?
  • Deixai-Me vosso coração para que dele faça minha prisão.
  • Atai-Me com as cadeias do vosso amor.
  • Cobri-Me com as vossas delicadezas.
  • Saciai-Me a fome com a vossa generosidade.
  • Dai-Me de beber com o vosso zelo.
  • Consolai a Minha tristeza com a fidelidade de vossa companhia.
  • Tirai-Me esta dolorosa confusão com a vossa pureza e a vossa reta intenção.
- Quereis que Eu repouse em vós?
  • Preparai-Me um leito com vossos atos de mortificação.
  • Sujeitai a vossa imaginação.
  • Acalmai os tumultos de vossas paixões.
- Então, no silêncio de vossa alma, dormirei tranquilo e ouvireis a Minha Voz dizendo suavemente:
v  Ó Esposa Minha, que és agora o Meu Descanso, Eu serei o teu na eternidade.
v  Já que, com desvelo e amor, Me guardaste na prisão do teu coração, Minha recompensa não terá limites e nunca te arrependerás dos sacrifícios que por Mim fizeste durante a tua vida.

- Paremos aqui, Josefa, deixa-Me passar o dia de hoje na prisão de tua alma. Haja nela profundo silêncio para escutares as Minhas Palavras e responderes aos desejos que Eu te confiar.

Almas fieis imitadoras de Meu Coração
- Depois de ter passado a maior parte da noite na prisão úmida, escura e sórdida.
- Depois de ter suportado os ultrajes e os escárnios da criadagem curiosa acerca do que Me sucederia, quando já Meu Corpo estava exausto com tantos tormentos...
- O que Me consumia de amor e avivava em Mim nova sede de dores, era o pensamento de muitas almas que Eu atrairia mais tarde a seguir-Me os passos.
- Eu as via, como fiéis imitadoras de Meu Coração, aprendendo de Mim, não apenas mansidão, paciência e serena aceitação dos sofrimentos e dos desprezos, mas até o amor daqueles que as perseguiriam.
- Vi-as chegarem ao ponto de se sacrificar por eles, como Eu próprio Me sacrificava pela salvação dos que Me maltratavam.
- Vi-as:
  • amparada por Minha Graça,
  • responderem ao apelo Divino,
  • abraçarem o estado de perfeição,
  • mergulharem na solidão,
  • amarrarem-se, elas mesmas nas cadeias do amor,
  • renunciarem a tudo que amavam legitimamente,
  • suportarem com coragem as revoltas da sua própria natureza,
  • deixarem-se julgar,
  • aceitarem desprezos, difamação e mesmo serem tidas por loucas,
  • guardarem, apesar de tudo, seu coração, intimamente unido a seu Deus e Senhor.
- Assim, no meio de ultrajes e tratamentos infames, o Amor Me consumia em desejos de cumprir a Vontade do Pai e Meu coração, estreitamente unido a Ele nas horas de solidão e de dor, oferecia-se para reparar a Sua Glória.

- Também, almas religiosas que permaneceis na prisão escolhida pelo Amor e que, mais de uma vez passais aos olhos das criaturas, por inúteis e quiça prejudiciais... não temais:
  • Nas horas de solidão e dor deixai revoltar-se o mundo contra vós.
  • Una-se vosso coração mais intimamente a Deus, único Objeto de vosso amor.
  • Reparai Sua Glória ultrajada por tantos pecados.
Amanheceu
- Ao amanhecer do dia seguinte, Caifaz ordenou que Me conduzissem a Pilatos a fim de que pronunciasse contra Mim a sentença de morte.
- Pilatos interrogou-Me com sagacidade, com a esperança de descobrir um verdadeiro motivo de condenação, mas, não encontrando nenhum, sentiu logo a consciência perturbada a vista da injustiça que ia cometer. Então, para se desembaraçar de Mim, mandou-Me conduzir a Herodes.

Alma de Pilatos
- Pilatos é o tipo das almas que, balouçadas entre os impulsos da Graça e os das paixões, se deixam dominar pelo respeito humano e pelo amor excessivo de si mesma.
- Encontram-se diante de tentação ou de ocasião perigosa? Tornam-se voluntariamente cegas e raciocinam até ficarem persuadidas de que não há nisso mal nem perigo algum... que elas tem juízo bastante para decidir, e não precisam de conselho... receiam parecer ridículas aos olhos do mundo... faltam de energia para vencerem a si próprias e, passando ao lado da graça, caem de uma ocasião em outra e acabam como Pilatos, entregando-Me a Herodes.
- Quando é uma alma religiosa, não haverá talvez ocasião para ofensa grave.
- Mas, para resistir, seria preciso aceitar uma humilhação, suportar uma contrariedade.
- E se, longe de obedecer ao movimento da graça e de descobrir lealmente sua tentação, a alma consultar sua própria razão e se convencer de que não há motivo para afastar tal perigo ou recusar tal satisfação, cairá brevemente em perigo maior.
- Como Pilatos, cegará seus próprios olhos, perderá a coragem para agir com retidão e, pouco a pouco, senão rapidamente, também ela Me entregará a Herodes.

Meu Reino não é deste mundo (João 18,36)
- A todas as perguntas de Pilatos nada respondi, mas quando Me disse:
“És tu o Rei dos Judeus?”
- Então com gravidade e na plenitude de Minha responsabilidade, respondi:
“Tu o disseste, Sou Rei, mas Meu Reino não é deste mundo”
- Assim deve a alma responder com energia e generosidade, quando se apresentar ocasião de vencer o respeito humano, de aceitar algum sofrimento ou humilhação aos quais lhe seria fácil escapar.
- “Não, Meu Reino não é deste mundo” eis porque não procuro o favor dos homens.
- Vou para a minha verdadeira pátria onde me espera repouso e felicidade.
- Aqui na terra não devo fazer caso da opinião do mundo mas cumprir fielmente o meu dever.
- Se para isso precisar atravessar humilhação e sofrimento, não recuarei; escutarei a Voz da Graça.
- Se não for capaz de o conseguir sozinha, buscarei socorro e pedirei conselho, pois bem sei que o amor próprio e a paixão tentam cegar a alma para enveredá-la pelo mau caminho.
- Pilatos, pois, dominado pelo respeito humano e o receio de arcar com tamanha responsabilidade, ordenou que Me levassem a Herodes.
- Era este um homem perverso que só procurava satisfazer suas paixões desordenadas.
- Regozijou-se vendo-Me comparecer a seu tribunal, esperando divertir-se com Minhas Palavras e Meus Milagres.

“Para os puros, todas as coisas são puras;
mas para os impuros e descrentes; nada é puro:
tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” Tito 1, 15
- Considerai, almas queridas, a repulsão que experimentei na presença daquele homem viciado e cujas perguntas, gestos e movimentos Me cobriram de confusão.
- Almas puras e virginais, vinde cercar vosso Esposo.
- Escutai os falsos testemunhos que se levantam contra Mim.
- Vede a implacável sede dessa multidão ávida de escândalos e da qual Me tornara joguete.

Quando Deus se cala
- Herodes espera que Eu responda as suas perguntas sarcásticas para Me justificar e Me defender; mas Meus Lábios não se abrem e guardo diante dele o mais profundo silêncio.
- Este silêncio era a maior prova que lhe podia dar da Minha dignidade.
- As suas palavras obscenas não mereciam cruzar-se com as Minhas puríssimas.

União intima do Coração de Jesus com o Pai eterno, eu me uno a Vós
- Durante esse tempo Meu Coração estava intimamente unido a Meu Pai Celeste.
- Consumia-Me em desejo de dar, pelas almas, que tanto amo, o Meu Sangue até a última gota.
- O pensamento de todas as almas, que um dia Me seguiriam, conquistadas pelos Meus exemplos e pela Minha liberalidade, inflamava-Me em amor.
- E não só regozijava-Me durante aquele terrível interrogatório mas desejava ao suplicio da Cruz.
- Depois de ter suportado as piores ignominias no mais perfeito silêncio, deixei que Me tratassem como louco e, coberto com veste branca sinal de zombaria e irrisão, por entre gritos da multidão, fui levado novamente ao tribunal de Pilatos.
- Vê como esse homem está aturdido e apavorado.
- Não sabe que fazer de Mim e para ver se acalma a sede daquele povo que pede a Minha morte, ordena que Me flagelem.

Discernir entre ‘ser tentado’ e ‘consentir’ na tentação CIC 2847
- Assim faz a alma que não tem coragem e generosidade para romper energicamente com as exigências do mundo, da sua natureza ou das suas paixões.
- Em vez de afrontar a tentação e cortar pela raiz, como lhe pede a consciência, o que ela sabe que não vem do espírito bom:
  • Ora cede a um pequeno capricho.
  • Ora concede a si mesma alguma leve satisfação.
  • Se tenta vencer-se num ponto, capitula diante de outro que lhe custaria maior esforço.
  • Se mortifica alguns desejos, hesita em muitos outros em que deveria, para ser fiel a Graça ou obedecer a regra privar-se de muita coisa que alimenta a sensualidade e agrada a natureza.
  • Concede a si mesma a metade de um capricho, a metade do que exige a paixão, e pacifica assim o remorso da consciência.
Paixão não mortificada
- Tratar-se-á por exemplo, de divulgar uma falta que ela crê descobrir no próximo?
- Não é nem caridade fraterna, nem desejo do bem, mas uma paixão oculta, um secreto movimento de inveja que lhe inspiram essa ideia.
- A Graça e a consciência lançam então dentro dela um grito de alarme e a previnem do espírito que a guia e da injustiça que vai cometer.
- Haverá, de certo, na alma, um primeiro instante de luta, mas a paixão que ela não mortificou priva-a brevemente de luz e de coragem para repelir a ideia diabólica.
- Então inventa um meio para só calar uma parte do que sabe, mas não tudo; e ela se desculpa diante de si mesma:
“É preciso que se saiba... só direi uma palavra...”
- Assim é que Me abandonas, como Pilatos para ser flagelado.
- Dentro em pouco, essa paixão te obrigará a terminar sua obra.
- Não penses acalmar assim tua sede.
- Hoje deste um passo, amanhã irás mais longe.
- E, tendo cedido numa pequena ocasião, com quanto mais razão cederá diante de grave tentação.

A Flagelação
- E agora, contemplai, almas caríssimas a Meu Coração, como Me deixei conduzir com mansidão de cordeiro, ao terrível suplicio da flagelação.
- Sobre Meu Corpo, moído de pancadas e alquebrado de cansaço, os verdugos descarregam cruelmente açoites e chicotes.
- Todos os Meus ossos são abalados com a mais terrível dor, feridas sem conta Me estraçalham.
- De Minha Carne Divina lá se vão pedaços arrancados pelos açoites.
- O Sangue jorra de todos os Meus Membros e em breve fico reduzido a tão lastimável estado que não tenho mais aparência de homem.
- Ah, como podeis contemplar-Me neste oceano de amargura sem que vosso coração se compadeça de Mim?
Não pertence aos algozes consolar-Me,
mas a vós, almas escolhidas, para aliviar a Minha Dor.
- Contemplai as Minhas feridas e vede se tem quem tenha sofrido tanto para vos provar seu amor.

O instrumento contempla Jesus Flagelado
- E, dirigindo-se a Josefa, Jesus continua:
“Contempla-Me nesse estado de ignominia”
- Jesus se cala e ela ergue os olhos para o Mestre.
- Ali está, diante dela, naquele lamentável estado em que o pusera a flagelação, Ele a mantém longo tempo diante da dolorosa contemplação como que para lhe imprimir para sempre na alma.
  • “Dize-Me se Minhas Feridas não te darão força para te venceres e resistires a tentação”
  • Dize-Me se não te encontrarás generosidade para te sacrificares e te entregares totalmente a Minha Vontade”
  • “Sim, olha para Mim e deixa-te guiar pela graça e pelo desejo de Me consolares neste estado de vitima.”
  • “Não temas. Teu sofrimento jamais igualará ao Meu e Minha Graça te assistirá em tudo o que Eu te pedir.”
  • “Adeus. Conserva-Me assim em teus olhos.”
Os efeitos da Mensagem de Amor e da contemplação
- Então o Senhor desaparece. Josefa continua imóvel, com os olhos fechados e uma indizível emoção gravada no rosto.
- Envolve-a impressionante silêncio.
- Pouco a pouco volta a si... não pode falar... com a mão trêmula, escreve:
- Mostrou-se no estado em que O deixaram depois da Flagelação, e esta visão me encheu de tanta compaixão que me parece que ora em diante terei coragem para sofrer o que for até o fim de minha vida.
- Dor nenhuma chegará perto sequer da Sua Dor.
- O que mais me impressionou foram Seus Olhos que são habitualmente tão belos e cujo Olhar tanto me fala a alma... hoje, estavam fechados, muito inchados e ensanguentados, principalmente o Olho direito.
- Os Cabelos cheios de Sangue caiam-lhe sobre o Rosto, sobre os Olhos e sobre a Boca.
- Estava em Pé mas curvado e atado a alguma coisa, mas eu não via senão a Ele.
- Suas Mãos estavam amarradas uma a outra, a altura da cintura e cobertas de Sangue.
- Seu Corpo sulcado de feridas e manchas roxas com as veias dos braços inchadas e quase pretas.
- Do Ombro esquerdo pendia um pedaço de Carne s destacar-se e também de várias outras partes do Corpo.
- As Vestes estavam a Seus Pés rubras de Sangue.
- Uma corda muito apertada segurava a altura da Cintura um pedaço de pano Ensanguentado que não se lhe podia ver a cor.
- Não posso dizer em que estado O vi... não sei exprimi-lo.

17.março.1923 (397-409)
“Apelo ao Amor” A mensagem do Coração de Jesus ao Mundo e Sua Mensageira Irmã Josefa Menéndez da Sociedade do Sagrado Coração.

Veja também:


sábado, 5 de agosto de 2017

Dia do padre

- Por certo, odiareis o pecado presente nos ministros que vivem mal; mas sem vos transformardes em seus juízes.
- Não o quero. São meus ungidos.
- Amareis e respeitareis a autoridade que lhes conferi.
- Se por acaso uma pessoa suja e maltrapilha vos trouxer um tesouro, verdadeira fonte de vida, certamente não a desprezareis; seja por causa do tesouro, como pela pessoa que a enviou.
- Preocupados com o benfeitor ausente, tudo fareis para que o mensageiro se lave e troque de roupa.
- O mesmo haveis de fazer no campo da caridade –e quero que o façais- relativo aos meus ministros sem muita retidão que, sujos, cheios de vícios, com a veste do amor em frangalhos, trazem-vos grandes tesouros: os Sacramentos da Santa Igreja.
- Tais Sacramentos vos dão a vida da graça; acolhei, pois, dignamente os ministros, não obstante seus defeitos.
- Acolhei-os por Meu Amor. Sou Eu, o Deus Eterno, que vo-lo ordeno.
- Deveis combater seus defeitos, esforçando-vos por dar-lhes uma nova roupa mediante o  amor e a oração.
- Lavai suas manchas com vossas lágrimas.
- o pranto e o DESEJO SANTO oferecei-vos a mim, para que misericordiosamente Eu lhes dê a veste da caridade.
- Eu os escolhi e enviei a vós para que fossem anjos na terra e luminosos.
- Quando não o são, deveis orar por eles, ao invés de estar a julgá-los.
- Deixai a mim o julgamento.
- Auxiliados por vossas preces, talvez se arrependerão e serão perdoados.
- Caso não se corrijam, o próprio modo de viver, a própria dignidade serão sua ruína.

                                    Santa Catarina de Sena - O Diálogo  pg253

sábado, 29 de abril de 2017

Jesus as Almas Consagradas


Apelo de Jesus as Almas consagradas
- Quero dirigir-Me agora as minhas Almas consagradas, a fim de que possam dar-Me a conhecer aos pecadores e ao mundo inteiro.
- Dirijo-me também as Almas comuns.
- Muitas dessas almas ainda não sabem aprofundar os Meus sentimentos.
- Tratam-Me como alguém de quem vivem afastadas, como alguém que conhecem pouco e em quem não depositam bastante confiança.
- Quero que reanime a sua fé e o seu amor, e vivam de confiança e de intimidade com Aquele a quem amam e que as ama.

- Numa família, em geral é o filho mais velho quem melhor conhece os sentimentos e os segredos de seu pai. É nele, com efeito, que o pai confia mais completamente, visto como os mais novos ainda não são capazes de se interessar pelos negócios sérios, nem ver mais do que a superfície das coisas. Por isso é ao mais velho que compete transmitir aos seus irmãos mais novos os desejos e as vontades do pai, quando este vem a morrer.

- Na Minha Igreja, Eu tenho filhos mais velhos: são almas que escolhi para Mim. Consagradas pelo Sacerdócio ou pelos Votos religiosos, são elas que vivem mais perto de Mim, que participam das Minhas graças de eleição e a quem Eu confio os Meus segredos, Meus desejos e Meus sofrimentos, também! São elas que Eu encarrego, por meio do Santo Ministério, de velar pelos meus filhinhos, seus irmãos, e, direta ou indiretamente, de os instruir, de os guiar e de lhes transmitir os Meus desejos.

- Se estas almas escolhidas Me conhecem bem, facilmente poderão tornar-Me conhecido, e se Me amam me farão amar.
- Mas, que hão elas de ensinar aos outros, se pouco Me conhecem?
- Pode amar-se muito Aquele que se conhece mal?
- Falar com verdadeira intimidade Aquele de quem vivemos afastados?
- Que temos pouca confiança?

- Eis precisamente o que quero recordar as Minhas Almas de eleição.
- Não lhes digo nada de novo, mas tem ela necessidade de reanimar a sua fé, o seu amor e a sua confiança.
- Quero que elas me tratem com maior intimidade, que Me procurem dentro de si mesmas, pois sabem que a alma em estado de graça é morada do Espírito Santo. E, ali devem ver-Me tal como sou, isto é, como Deus de amor.
- Tenham mais amor que temor, creiam que Eu as amo e nunca o esqueçam. Muitas com efeito, sabem perfeitamente que Eu as escolhi porque as amei. Mas quando as suas misérias, talvez mesmo as suas faltas, as confundem, então a tristeza as invade, porque pensam que o Meu Amor já não é o mesmo que foi antes.

- Essas almas não Me conhecem.
- Essas almas não compreendem o que o Meu Coração Divino é.
- São precisamente as suas misérias e as suas faltas que inclinam a Minha Bondade para elas.
- E, quando, reconhecendo a sua impotência e a sua fraqueza, se humilham e vem a Mim com toda a confiança, é então que Me glorificam muito mais do que antes de haverem caído.
- O mesmo acontece quando oram por si mesmas ou pelos outros:
- Se hesitam e duvidam de Mim, não honram o Meu Coração; mas quando esperam com certeza o que Me pedem, sabendo que não lhes posso recusar senão o que não convém ao bem estar de sua alma, então glorificam ao Meu coração.
- Quando o Centurião veio suplicar-Me a cura de seu servo, disse-Me com profunda humildade:
  • “Não sou digno de que entreis na minha morada...”
- Mas cheio de fé e de confiança, acrescentou:
  • “Todavia, Senhor, dizei uma só palavra e o meu servo será curado.”
- Este homem conhecia Meu coração.
- Sabia que não posso resistir a suplica duma alma que espera tudo de Mim.
- Este homem deu-Me grande glória, porque a humilhação juntou firme e inteira confiança.
- Sim, este homem conhecia Meu Coração.
- E, no entanto, Eu não Me tinha manifestado a ele como Me manifesto as minhas almas escolhidas.
- Pela confiança é que alcançarão copiosíssimas graças, não somente para si mesmas mas também para os outros.
- É o que Eu quero que compreendam a fundo, porque desejo que revelem o Meu Coração as pobres almas que não Me conhecem.

- Torno a repetir: o que estou dizendo agora nada é de novo. Mas assim como a chama tem necessidade de alimento para não se apagar, também as almas precisam de novo impulso que as mova a avançar e de novo calor que as reanime.

- Entre as almas que Me são consagradas, poucas são as que tem em Mim confiança verdadeira, porque poucas vivem em união intima comigo.
- Quero que saibam que amo as almas tais quais são.
- Sei que sua fragilidade as levará a cair mais de uma vez.
- Sei que em muitas ocasiões não cumprirão o que Me prometem.
- Mas a sua determinação Me glorifica, o ato de humildade que fizeram depois da queda, a confiança que em Mim depositam Me honram tanto que Meu coração derrama sobre elas torrentes de graças.

- Quero que todas as almas saibam quanto desejo, se reanimem e renovem nesta vida de união e intimidade.
- Não devem contentar-se com falar-Me só quando estão ao pé do Tabernáculo. Estou lá, é certo, mas também vivo nelas e apraz-Me viver em união com elas.
- É preciso que Me falem de tudo! Consultem-Me em tudo! Tudo Me peçam!
- Vivo nas almas para ser a sua vida, moro nas almas para ser sua força.
- Sim, repito, não esqueçam que Me agrada ficar unido a elas, lembrem-se que estou nelas. Ali as vejo, as ouço, as amo. Ali espero que correspondam ao Amor que lhes tenho.

- Há muitas almas que, todas as manhãs, fazem oração. Mas esta é mais uma fórmula do que uma entrevista de amor... Ouvem ou celebram Missa e recebem-Me na comunhão; mas saídas do Lugar Santo, não se deixam elas absorver pelas suas ocupações, a tal ponto que mal pensam em Me dirigir uma palavra no resto do dia?

- Estou nessa alma como num deserto, ela nada Me diz, nada Me pede... E quando tem necessidade de consolação, o mais das vezes vai pedi-la a uma criatura que tem de ir procurar, e não a Mim, Seu Criador, que estou e vivo nela!
- Não é isto falta de união, falta de vida interior ou, o que dá no mesmo, falta de amor?

- Quero também repetir as almas que Me estão consagradas, como Eu as escolhi de modo especial para que, vivendo em intima união comigo, Me consolem e ofereçam reparações por todos aqueles que Me ofendem.
- Quero recordar-lhes que devem estudar o Meu Coração, a fim de partilharem os seus sentimentos e realizarem os seus desejos, tanto quanto lhes for possível.

- Quando um homem trabalha no campo que lhe pertence, aplica-se a arrancar todas as ervas daninhas e não se poupa nem a trabalhos, nem a fadigas, até que consiga. Assim Eu quero que as minhas almas escolhidas, desde que conheçam os Meus desejos, trabalhem com zelo e ardor no seu cumprimento, não recuem diante de nenhum esforço, de nenhum sofrimento, para aumentar a Minha Glória e reparar as ofensas do mundo.

- Chamo-as todas: Meus Padres, Minhas Religiosas, Meus Religiosos, a viverem em intima união comigo.
- A estas almas pertence conhecer os Meus desejos e participar das Minhas alegrias e das Minhas tristezas.
  • A elas, cumpre trabalhar pelos Meus interesses, sem se pouparem a esforços nem a sofrimentos.
  • A elas, compete reparar, com as suas orações, trabalhos e penitências, as ofensas de tantas e tantas almas!
- Devem, sobretudo redobrar sua união comigo e fazer-Me companhia... e não Me deixar só! Ah! Muitas não compreendem isto e esquecem-se de que lhes compete fazer-Me companhia e consolar-Me!
- Devem, enfim, formar uma liga de Amor e, unindo-se todas no Meu Coração, implorar para as almas o conhecimento da Verdade, a luz e o perdão.
- E quando, cheias de dor, a vista das ofensas que recebo de todos os lados, elas, as minhas almas escolhidas, se oferecem para reparar e para trabalhar na Minha Obra, é necessário que todas elas tenham inteira confiança, porque Eu não poderei resistir as suas suplicas e as despacharei da maneira mais favorável.
- Apliquem-se, pois, todas a estudar o Meu Coração e aprofundar os Meus sentimentos. Esforcem-se por viver unidas comigo, por Me falar, e por Me consultar.

- Sejam as suas ações revestidas dos Meus Méritos e cobertas do Meu Sangue.
- Consagrem a sua vida a Salvação das almas e ao aumento da Minha Glória.
- Não se diminuam, considerando a si mesmas. Mas dilatem o coração, vendo-se revestidas do poder do Meu Sangue e dos Meus Méritos.
- Porque, se trabalharem sozinhas, nunca poderão fazer grande coisa.
Mas, se trabalharem Comigo, em Meu Nome e para Minha Glória, então serão poderosas.
- Reanimem as minhas almas consagradas o seu desejo de reparar, e peçam confiadamente que se erga sobre o mundo o Dia do Divino Rei, isto é, o Dia do Meu Reino Universal!
  • Não temam, esperem em Mim, confiem em Mim.
  • Devore-as o zelo e a caridade pelos pecadores!
  • Tenham compaixão deles, orem por eles e tratem-nos com mansidão!
- Narrem ao mundo inteiro a Minha Bondade, o Meu Amor e a Minha Misericórdia!
- Em seus trabalhos apostólicos, armem-se de oração, de penitência e sobretudo de confiança, não em seus próprios esforços, mas no Poder, na Bondade do Meu Coração que os acompanha!
  • “Em Vosso Nome, Senhor, farei isto e sei que serei poderoso”.
- Esta foi a oração dos meus Apóstolos, homens pobres e ignorantes, mas ricos e sábios de Riqueza e Sabedoria Divinas!
- Peço três coisas as minhas almas consagradas:
  • Reparação: quer dizer, vida de união com o Reparador Divino: Trabalhar por Ele, com Ele, nEle, em espírito de reparação, em estreita união com os Seus sentimentos e com os Seus Desejos.
  • Amor: quer dizer, intimidade com Aquele que É todo Amor e que se põe ao nível das suas criaturas para lhes pedir que não O deixem só e que Lhe deem amor.
  • Confiança: isto é, segurança
    • Naquele que é Bondade e Misericórdia,
    • Naquele com quem vivo dia e noite... que Me conhece e que eu conheço... que me ama e que eu amo,
    • Naquele que, chama de maneira especial suas almas escolhidas, a fim de que, vivendo com Ele e conhecendo Seu Coração, tudo esperem Dele.
- Josefa, por que Me amas?
- Senhor, porque sois Bom.
- Sim, bem dizes: Sou Bom!
- Para compreende-lo só falta uma coisa as almas: união e vida interior.
- Se minhas almas escolhidas vivessem mais unidas a Mim, haveriam de Me conhecer melhor.
- Senhor, -responde Josefa ingenuamente- é difícil... porque as vezes elas tem tanto que fazer para Vós!
- Sim, bem sei, e é por isso que, quando se afastam, procuro-as para as aproximar de Mim.
- Eis nosso trabalho do alto do céu:
  • Ensinar as almas a viverem unidas a Mim, não como se Eu estivesse longe delas, mas nelas, pois pela graça vivo dentro delas e durante o tempo da comunhão, minha Santa Humanidade, por assim dizer, nelas se encarna.
- Se as minhas Almas escolhidas assim vivessem unidas a Mim e Me conhecessem em verdade, que bem não poderiam fazer a tantas pobres almas que vivem longe de Mim e não Me conhecem.
- Quando as minhas Almas escolhidas se unirem estreitamente ao Meu Coração, compreenderão os Meus Sentimentos. Então, Me consolarão, repararão e, cheias de confiança em Minha Bondade, pedirão perdão e obterão graça para o mundo!

“Apelo ao Amor” A mensagem do Coração de Jesus ao Mundo e Sua Mensageira Irmã Josefa Menéndez da Sociedade do Sagrado Coração. 01 a 09.dezembro.1923