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domingo, 6 de agosto de 2017

Oremos pelos Cristãos perseguidos


- Além da informação real e imediata da situação nesses locais de conflito e guerra, bem como toda a ação e reação às necessidades do povo por meio de centenar de projetos, a ACN, com o apoio da CNBB, convida você e sua comunidade a rezar! 
- Frei Hans, presidente da ACN Brasil, escreveu uma nova carta aos párocos do Brasil pedindo comunhão à causa.
- Neste 6 de Agosto, domingo da transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo, convidamos a participação das paróquias (sugerimos como intenção na Oração dos Fiéis); aos grupos, pastorais e famílias sugerimos a oração do Terço, um momento de Adoração, ou mesmo a oração pessoal, nas intenções de toda pessoa que sofre por viver sua fé.

http://www.acn.org.br/6deagosto

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Resgate do EU


Resgate do EU

                                        Meu nome é José Paulo Sanitá, moro no Território dos Sentidos no País do Medo, Estado da Desmotivação, Cidade da Solidão á Rua da Perda do Prazer de Viver; sou vizinho da Srª Taquicardia mãe da Falta de Ar que é prima da Hipertensão esposa do Queda de Cabelo. Aqui o sentir é comum aos seus habitantes e a porta de entrada para este Território é o Tato, Paladar, Olfato, Visão e Audição.
                                        Minha profissão é Dor de Cabeça, minha Função é Desanimar meus clientes, o produto que vendo é Sofrimento por Antecipação, Agressividade, Sentimento de Culpa Intenso, Baixa Auto estima e Cansaço exagerado, o produto mais vendido é a Ideia de Desistir da Vida, pois a matéria prima deste produto é bem fácil de se encontrar neste Território e que ao longo da vida são propostos:
- Consumismo (tendência a comprar exageradamente ou além da necessidade);
- Corrupção (cuidados com o mundo e a sedução das riquezas terrenas);
- Hedonismo (considerar o prazer como objetivo de vida);
- Relativismo (ato de afirmar que as verdades que cremos –morais, religiosas, etc... variam conforme a época, lugar, grupo social ou indivíduos).
- Permissivismo [tudo posso, faço, ouço e vejo tudo o que quero, tudo experimento em minha vida. Contrário a Palavra de Deus que diz: “Tudo posso, mas nem tudo me convém” (ICor6,12)]
                                       No Banco Perdas e Frustrações se movimenta a Angústia e o Estresse, as moedas deste Território.
                                       O transporte utilizado aqui é feito da Matéria Prima Corrupção, o nome da empresa é Autossabotagem e o motorista é o Srº Gastrite.
                                       Fui convidado pelo Srº Inconsciente da Equipe de Reedição da Criatividade a conhecer outros Territórios utilizando o Caminho da Transfiguração; atravessar o Rio da Liberdade pela Ponte da Superação, sem bagagem, totalmente desapegado dos Bens Exteriores acumulados no Território dos Sentidos. Orientou-me a ter as seguintes disposições para viajar entre os Territórios:
Atitude Física: Recolhimento; fechar as portas dos sentidos. (conf. Mateus 6,6)
Atitude Psicológica: Raciocínio Anti dialético; predisposição a remover o modo de vida anterior para revestir-se do homem novo. (conf. Rom 12,2; Ef 4, 22-24)
Atitude Espiritual: Desejar a Sabedoria, pois Ela é a perfeição da inteligência. (conf. Sab 6)
Foi assim que cheguei ao Território Psíquico.

                  A Equipe Reinterpretar recebeu-me no Território Psíquico e foi logo dizendo-me que o EU poderia mudar seus Comportamentos através da mudança dos Pensamentos e que após o processo de mudança e Ressignificação dos Pensamentos, voltaria ao Território dos Sentidos, aplicaria o método aprendido conformando este novo comportamento com a vida sensível (Rom 12, 2).
Candidatei-me no Processo seletivo chamado Pensar antes de Agir ou Reagir.
Conquistei o Território Psíquico onde o Inteligir é comum aos habitantes deste Território.
                                        Puxa vida, o EU começou a pensar. Conheci o tão famoso Território Psíquico escondido na Cidade da Alma e em seu interior dois Estados: a Lógica e a Emoção, que tem como projeto social Gerenciar Pensamentos e Administrar Emoções. No alto Comando da Cidade da Alma está a Excelentíssima Vontade cujo defensor é o Exército do Livre Arbítrio, tem um Banco de Dados com divisões e sub divisões de altíssima tecnologia e capacidade de armazenamento chamado Memória. Com Autoridade e Poder a Vontade me exortou:
“Não te guies pelo sentimento, porque nem sempre ele está em teu poder,
mas todo poder e mérito está contido na Vontade” (Diário §1760).
                                          A princípio não entendi porque tudo era diferente da Vida Sensível, mesmo assim fiz novos amigos: Auto imagem, Auto estima, Auto consciência, Auto diálogo e Auto crítica que me encaminharam para Contemplar o Belo, soube que Ele é o Início e o Fim de tudo, Ele é a Sabedoria, Beleza, Bondade, Ordem e Harmonia em Perfeição e que o EU poderia participar de tudo d’Ele e jamais seria o mesmo depois desta experiência; porém, mandou-me Ama-lo como Ele me ama e amar aqueles a quem Ele me confiar como eu passaria a me amar quando voltasse para o Território dos Sentidos e que minha queda ou minha ascensão afetaria toda a comunidade em que vivo e a felicidade do EU é composta de conhecimento e amor (Sab 3,9). Que a restauração e transformação daqueles a quem Ele me confiar se dará pela atração não pela imposição, assim como ocorreu com o meu EU (conf. Mateus 28, 20).
                                        Soube também que o Território Psíquico é intermediário entre o Território dos Sentidos e o Território Eterno e quanto mais convivência e correspondência no Território Intermediário mais Sementes de Valor Eterno serão plantadas para compartilhar e multiplicar no Território dos Sentidos cujos frutos serão colhidos no Território Eterno.
                                        Logo que aceitei o desafio a Equipe da Qualidade de Vida me transferiu para a Cidade Metanoia, lá pratiquei o Sono Reparador a Alimentação Saudável a Arte de Ouvir e a Arte de Dialogar, descobri que é possível Resgatar a Liderança do EU que estava à deriva no Rio do Pensamento Acelerado e no Lago das Ideias fúteis.
                                     Depois de algum tempo mostraram-me uma sala silenciosa chamada Mesa Redonda do Eu onde conheci a Inteligência Multifocal e a Inteligência Existencial, tão logo aprendi a usar estas Inteligências inteligindo, percebi que o domínio dos dois Territórios era possível, poderia desfrutar de uma Vida Saudável, poderia torná-la uma Festa e que é possível também alcançar uma tal de Saúde Financeira, que, a propósito, já o tinha ouvido no Canal Prazer de Viver no Programa Código do EU como Gestor do Intelecto e das Emoções, cujo apresentador é o Ancião Resiliência que é exemplo na superação das tribulações e minha Inspiração consciente; sempre dizia: (IICor4, 8; 16-18)
“Somos atribulados por todos os lados, mas não esmagados;
postos em extrema dificuldade, mas não vencidos pelos impasses;
perseguidos mas não abandonados;
prostrados por terra, mas não aniquilados.
Embora em nós o Homem Exterior vá caminhando para sua ruína,
o Homem Interior se renova dia a dia;
pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”

                                           Sob a supervisão do mediador Auto controle tenho caminhado confiante, indo e vindo entre os Territórios, buscando acumular Bens Interiores, vivendo dos Bens Necessários e a desapegar dos Bens Exteriores; mesmo que de vez em quando, apressado me deparo com a Autossabotagem me oferecendo carona na Rua das Decisões para chegar mais rápido na Avenida das Escolhas e apesar de ter desejo de viver só na mansão do Território Psíquico e Espiritual o EU é sabedor que AMANHÃ terei que abandonar o Território dos Sentidos e ascender para o Território Eterno onde haverei de levar somente o Território Psíquico e possuir em perfeição os Bens Interiores desejados HOJE, porque o ONTEM não existe mais.

                                           De Território em Território, do desejo de perfeição a perfeição, dos Bens Necessários aos Bens Eternos; estes são os presentes que me foram dados e que me proporcionaram conhecer o outro lado do EU enquanto EU estava a Procura de Mim Mesmo. Eu amo todas as etapas; sou um e outro e o mesmo; minha Alma exulta de alegria e Gratidão ao Belo a oportunidade de conhece-Lo e ama-Lo, porque, sem o conhecimento dos Bens e Amor Eternos jamais seria o que sou HOJE, ou seja, ter a capacidade de compartilhar e respeitar, com toda a criação, dos Bens Passageiros.

Duvidando, Criticando e Determinando no Território dos Sentidos, Silenciando no Território Psíquico, e desejando o Território Eterno, despeço-me com um ósculo santo convidando-o a conhecer o seu EU na sua Cidade da Alma.

Esta é uma experiência compartilhada pelo autor José Paulo Sanitá com os integrantes do Curso de Gestão das Emoções para o Sucesso Profissional  (junto com seus dois filhos Jessica e Guilherme)  / GESP 19º Encontro / Dezembro/2015

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Vícios: Impureza, Ganância e Poder

Julgamento falso e repreensões divinas
- Por causa dos vícios: Impureza, Ganância e Poder, os pecadores pronunciam um julgamento falso, como passo a explicar-te.
- Embora sejam retas as minhas ações e praticadas com amor e justiça, os pecadores continuamente se opõem a elas.
- Foi com semelhante falso juízo, envenenado ainda pela inveja e orgulho, que (os judeus) injustamente condenaram a atividade de meu Filho.
- Mentindo eles diziam: "Ele age na força de Belzebu" Mateus 12,24.
- Hoje os pecadores comportam-se da mesma maneira, cheios de egoísmo, impureza, orgulho, ganância e inveja.
- Baseados em interpretações falsas, impacientes e por outros defeitos, em tudo se opõem a mim e a meus servidores, que chamam de fingidos.
- Donos de um coração corrompido e de uma viciada percepção dos fatos, julgam más as coisas boas e vice versa.
- Ó cegueira humana, que nem respeitas a própria dignidade:
·         sendo grande, fazes-te pequena;
·         de senhora, tu fazes-te escrava do mais vil patrão, o pecado.
- Tornas-te semelhante aquele a quem serves e como o pecado é nada, a nada te reduzes. Perdes-te a vida, encontraste a morte.
- O Verbo Encarnado, meu Filho único e ponte de glória, deu aos homens vida e grandeza:
·         Eram escravos do demônio e ele os libertou.
·         Para que cumprisse tal missão, tornei-o servo;
·         para cobrir a desobediência de Adão, exigi que obedecesse;
·         para confundir o orgulho, humilhou-se até a morte de cruz.
- Por sua morte, destruiu o pecado; já ninguém, pode dizer: "Restou este ou aquele vício, que não foi remido com seus sofrimentos."
- No intuito de livrar a humanidade da morte eterna, fez de seu corpo uma bigorna (Cristo atrai a si todas as coisas) e usou todos os remédios.
- No entanto, os pecadores desprezam seu sangue, pisoteiam-no com um amor desordenado.
- Esta é a injustiça, este o julgamento falso a respeito do qual o mundo é e será repreendido até o dia do Juízo Final. A esse respeito, dizia meu Filho: "Mandarei o Paráclito; Ele repreenderá o mundo da injustiça e do julgamento falso." João 16,8.
- Tal repreensão começou quando enviei o Espírito Santo sobre os apóstolos. 

São três as repreensões:
1ª repreensão: A Voz da Igreja
- A primeira repreensão iniciou, com a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos. Fortalecidos pelo Meu Poder, iluminados pela Sabedoria do amado Filho, receberam a Plenitude do Espírito Santo. Este, que é uma só coisa comigo e com meu Filho, repreendeu então o mundo pela boca dos apóstolos através da mensagem de Cristo.
- Por tal forma, eles e os sucessores que ouviram a Verdade, repreendem o mundo.
- É a mesma perene repreensão, sempre feita ao mundo pelas Escrituras Sagradas e pelos meus servidores.
- Coloco o Espírito em seus lábios e eles dizem a verdade, da mesma forma como o demônio se põe na boca dos seus asseclas, que pecaminosamente vão pelo rio do pecado.
- É a mesma doce e contínua repreensão realizada por mim com imenso amor pela salvação humana.
- Não se pode dizer: "Ninguém me chamou a atenção"!
A todos foi mostrada a verdade sobre o vício e a virtude,
sobre os frutos das virtudes e as conseqüências do pecado.
- Para que odiassem o mal e amassem o bem, a todos foi oferecido o amor e o santo temor.
- Nem foi um anjo a lhes revelar a mensagem da Verdade, de modo que pudessem escusar-se, dizendo: "O anjo é um espírito feliz, não padece, não sente as fraquezas da carne como nós ou o peso do corpo". Não, não podem falar assim, pois enviei-lhes o Filho, homem mortal como vós.
- E os demais servidores do meu Filho, como eram?
- Criaturas mortais e passíveis como vós, sujeitos as lutas da carne contra o espírito. Assim aconteceu com o glorioso apóstolo Paulo, assim com os outros santos.
- Cada um deles, a seu modo, sofreu as tentações da Sensibilidade. (14.2)
- Permiti e ainda permito essas dificuldades para o crescimento da graça e das virtudes nas almas. Como vós, os santos nasceram no pecado, nutriram-se do mesmo alimento (Eucaristia).
Também Eu Sou o mesmo Deus daquelas épocas;
Meu Poder não diminuiu.
Posso, quero e sei socorrer a quem deseja ser por mim socorrido.
- Assim os pecadores abandonam o Rio do Pecado e vão pela Ponte, vivendo a mensagem do meu Filho.

2ª repreensão: O Juízo particular
- Os pecadores não podem desculpar-se.
- Continuamente são por mim convidados ao Conhecimento da Verdade (conforme Catecismo da Igreja Católica §851).
- Não se corrigindo enquanto podem fazê-lo, uma segunda repreensão os condenará. Ela acontece no último instante da vida, quando meu Filho chamar:
"Levantai-vos, ó mortos, vinde para o julgamento"!
- Tu que morreste para a graça e morto chegas ao fim da vida terrena, levanta-te, aproxima-te do Supremo Juiz. Aproxima-te com tua maldade, com teus julgamentos falsos, com a lâmpada da fé apagada. No Santo Batismo, ela foi-te entregue acesa; tu a apagaste com o sopro do orgulho e da vaidade do coração, usados como velas enfunadas as ventanias contrárias a salvação.

- O amor da fama soprava teu amor próprio (egoísmo) e tu corrias alegre pelo rio dos prazeres mundanos; seguias a frágil carne, as incitações do demônio, as tentações. Tua vontade era um pano retesado e o diabo te conduziu pela estrada do mal, junto com ele, para a eterna condenação.
- Filha muito querida, esta segunda repreensão se dá no fim da vida, quando não há mais remédio.
- Ao chegar no instante da morte, o homem sente remorso.
- Já afirmei que ele é um verme cego por causa do egoísmo.
- No instante final, quando a pessoa compreende que não pode fugir das minhas mãos, esse verme recupera a visão e atormenta interiormente a pessoa, fazendo ver que por própria culpa chegou a tão triste situação.

- Se o pecador se deixar iluminar e se arrepender - não por medo dos castigos infernais, mas por ter ofendido a suma e eterna bondade - ainda será perdoado.
- Mas se ultrapassar o momento da morte nas trevas, no remorso, sem esperança no sangue ou, então, lamentando-se apenas pela infelicidade em que se acha - e não por ter me ofendido - irá para a perdição.
- Sobrevirá, pois, a Repreensão pela injustiça e Julgamento falso:
·         Em primeiro lugar, a Repreensão da injustiça e do Julgamento falso em geral, praticados no conjunto de suas ações;
·         depois, em particular, do último instante, quando o pecador considera seu pecado maior que minha misericórdia.
- Este (Mateus 12,32) é o pecado que não será perdoado, nem aqui nem no além. O desprezo voluntário da minha misericórdia constitui pecado mais grave que todos os anteriores. Neste sentido, o desespero de Judas desagradou-me e foi mais grave que a sua traição.
- Também para meu Filho! É por causa deste (último) Julgamento falso que o pecador sofre a repreensão, ou seja, porque acha que sua falta é maior que meu perdão. Este é o motivo da punição, indo sofrer eternamente com os demônios.

- A Repreensão da injustiça acontece porque os pecadores sentem mais tristeza pelos próprios danos que por me terem ofendido.
- São injustos, no sentido de que não atribuem a mim o que me pertence e a si o que é deles.
- A mim deveriam oferecer o amor, a tristeza e contrição dos pecados cometidos. Mas agem no sentido oposto, só demonstrando auto compaixão e angústia pelo castigo que lhes merecem seus pecados. Como vês, são injustos. E por tal motivo são punidos por uma e outra coisa.
- Já que desprezaram meu perdão, com justiça mando-os ao castigo (Mateus 25, 41), juntamente com a Sensualidade e o tirano demônio, a quem na Sensualidade serviam.
- Já que solidariamente me ofenderam, juntos serão punidos e atormentados. Os próprios demônios, encarregados por mim de cumprir a sentença de justiça, atormentá-los-ão.
- Filha, tua linguagem é incapaz de descrever os sofrimentos, destes infelizes.
- Sendo três os seus vícios principais - egoísmo, medo de perder a boa fama e orgulho - os quais se acrescentam a injustiça, a maldade e vergonhosos pecados, no inferno os pecadores padecem quatro tormentos principais:
Primeiro tormento no inferno: a ausência da visão de Deus.
- Um sofrimento tão grande que os condenados, se fosse possível, prefeririam sofrer o fogo vendo-me, que ficar fora dele sem me ver.

Segundo tormento no inferno: o remorso.
- Como conseqüência, é o remorso que corrói interiormente o pecador privado de mim, longe da conversação dos anjos, a conviver com os demônios.

Terceiro tormento no inferno: visão do diabo.
- Ao vê-lo, duplica-se o sofrer.
- No céu os bem-aventurados exultam com minha visão e sentem rejuvenescer o prêmio recebido pelas fadigas amorosamente suportadas (no mundo);
- Da mesma forma, mas em sentido contrário, os infelizes danados vêem crescer seus padecimentos ao verem os demônios. Nestes, eles se conhecem melhor, entendendo que por própria culpa mereceram o castigo.
- Assim o remorso os martiriza e jamais cessará o ardor da consciência.
- Muito grande é este tormento, porque o diabo é visto no próprio ser; tão horrível é sua fealdade, que a mente humana não consegue imaginar.
- Se ainda o recordas, já te mostrei o demônio uma vez assim como ele é; foi por um átimo de tempo. Quando retornaste aos sentidos, preferias caminhar por uma estrada de fogo até o Juízo final que tornar a vê-lo.
- No entanto, apesar do que viste, ignoras sua fealdade. Especialmente porque, segundo a justiça divina, ele é visto mais ou menos horrível pelos condenados, segundo a gravidade das culpas.

Quarto tormento no inferno: fogo.
- Um fogo que arde sem consumir, sem destruir o ser humano.
- É algo de imaterial, que não destrói a alma incorpórea.
- Na minha justiça permito que tal fogo queime, faça padecer, aflija; mas não destrua.
- É ardente e fere de modo crudelíssimo em muitas maneiras, conforme a diversidade das culpas.
- A uns mais, a outros menos, segundo a gravidade dos pecados.

- Destes quatro tormentos derivam os demais: o frio, o calor, o ranger de dentes (Mateus 22,13).
- Como vês, repreendo os pecadores nesta vida por seus Julgamentos falsos e injustiças;
·         se não se corrigem, faço-lhes uma segunda repreensão na hora da morte;
·         pela ausência de esperança e arrependimento, sobrevem-lhes a morte eterna em indizível infelicidade.


3ª repreensão: O Juízo final
- Passo a tratar do Julgamento geral, quando a alma do condenado sentirá renovar-se o seu tormento, e mesmo aumentar, com a recuperação do corpo.
- Será um padecimento intolerável, acompanhado de muita confusão e vergonha. Quero que entendas quanto se enganam os pecadores (neste mundo).
- Por ocasião do Juízo final, o Verbo encarnado virá com divina majestade para repreender o mundo. Não mais se apresentará pobrezinho, na forma como nasceu da Virgem numa estrebaria, entre animais, para morrer depois no meio de ladrões.
- Naquela ocasião, ocultei nele o Meu poder e permiti que suportasse penas e dores como homem:
·         A natureza divina se unira a humana e foi enquanto homem que sofreu para reparar vossas culpas.
- No Juízo final, não será assim, pois virá com poder a fim de julgar:
·         As criaturas humanas estremecerão e Ele a cada um dará a sentença conforme o merecimento.
- Tua língua não consegue exprimir o que se sucederá aos condenados.
- Para os bons, Jesus será motivo de temor santo e alegria imensa.

- Em si mesmo, meu Filho não terá diferenças, pois sendo Deus, é imutável. Ele é uma só coisa Comigo.
- Pela gloria da ressurreição, até a natureza humana não padece mudanças.
- Mas os condenados não o verão assim:
·         Olhá-lo-ão com visão obscurecida e horrível, como lhes é próprio.
- O olho doentio, mesmo diante do sol, somente vê escuridão, ao passo que o olho sadio vê apenas luz. Não que o sol, em sua luz, transforme-se diante do cego ou daquele que possui bons olhos. o defeito está na cegueira.
- O mesmo acontece com os condenados:
·         Verão o Ressuscitado em escuridão, na confusão, no ódio.
Repito: não por imperfeição da Majestade divina, que virá julgar o mundo, mas por causa da própria cegueira.
- Grande é o ódio dos condenados, pois já não amam o bem. Blasfemam continuamente contra mim!
- Queres saber por que já não podem desejar o bem?
- É porque, no fim desta vida, vincula-se o Livre Arbítrio.
- Com o cessar do tempo, já não se merece mais.
- Quem termina esta existência no pecado mortal, por direito divino fica para sempre apegado ao ódio, obstinado no mal, a roer-se interiormente.
- Seus sofrimentos irão aumentando sempre, especialmente por causa das demais pessoas que por sua causa irão para a condenação:
- Tendes a respeito disto o exemplo do rico epulário (Lucas 16,27), que suplicava a Lázaro para que fosse até seus irmãos, no mundo, a fim de adverti-los sobre os futuros castigos.
- Ele não agia assim por amor e compaixão deles.
- Não tinha mais a virtude da caridade, nem poderia desejar-lhes o bem, seja querendo honrar-me ou salvar os irmãos.
- Já te disse anteriormente que os condenados ao inferno não podem fazer o bem:
·         eles só blasfemam contra mim, uma vez que suas vidas acabaram no ódio a todo bem.
- Porque então o rico epulário fala daquela maneira?
- Porque fora o mais velho dos irmãos e dera-lhes maus exemplos durante a vida:
·         Pessoalmente era causa de condenação para eles.
- Se viessem para a sua companhia, teria seus próprios tormentos aumentados.
O Diálogo | Santa Catarina de Sena 14.3

domingo, 11 de maio de 2014

Decisão em casal, testemunho

- Somos casados a 26 anos e por longos anos nossas ‘atitudes egoístas’ (Galatas 5, 19) estavam nos levando ao caos.
- Por inspiração do Espirito Santo, o Senhor nos agraciou com esse discernimento que renovou nosso Matrimônio e passamos a ter ‘atitudes de amor’ (Galatas 5, 22).
- As dificuldades e provações continuam, mas a forma de encarar os fatos faz a diferença (II Corintios 4, 7-9; 16-18).
- Assim como nos foi útil, desejamos e rezamos para que o seja também a vós.
- No final, dê sua opinião e compartilhe suas experiências para somarmos aqui a melhor forma de administrar as diferenças.

- Antes de tomar alguma decisão pensar no projeto, considerando:
  • Margens de erro;
  • Hipóteses, idéias e possibilidades a favor e contra;
  • Leis morais, éticas e religiosas (ler Provérbios 3,5)
  • Não sejam ingênuos achando que é o melhor e único negócio do mundo, negócios bons sempre vão existir.
  • Rezar juntos;
  • Participar juntos, ao menos em uma Missa antes de cada decisão.

- Não tomar decisão:
  • Na emoção ou nervosismo;
  • No mesmo dia;
  • Antes de compartilhar com outra pessoa que já viveu os benefícios do projeto em questão;
  • Antes de compartilhar com seu cônjuge, pois o Matrimônio prove graças especiais quando se há comunhão.

- Não ter vergonha de dizer não, pois as consequências da decisão recairá sobre você. 
(ler Eclesiástico 4, 20-22)
- Não ter escrúpulo de voltar atrás.

- Se mesmo assim tomaram a decisão errada, assumam juntos, as perdas, os riscos, custos...

- Comecem juntos, de novo, um novo projeto.

-  Aproveitem a experiência vivida.

“O Senhor há de prover as nossas necessidades.
Ao invés de perder tempo pelas ruas, em pedir e incomodar os benfeitores,
empregue tempo em encomendar o caso àquele que move os corações”
São João da cruz, 80 + Eclesiástico 10, 4-5

“Buscai, em primeiro lugar,
o Reino de Deus e a sua justiça,
e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal."                                                                                   Mateus 6,33-34


José Paulo Sanitá e Sandra Sanitá