Mostrando postagens com marcador paciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paciência. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Deixa que seja Eu a agir

 

Deixa que seja Eu a agir

- Porque te inquietas?

- Porque te preocupas?

- Estar Consagrado a Mim significa deixar-se conduzir por Mim.

- Significa ter Confiança em Mim, como uma Criança que se deixa conduzir pela Mãe.

- Deves, portanto, habituar-se:

a um outro modo de pensar,

a um outro modo de agir.

- Não te compete a ti pensar o que é para o teu bem;

não faças projetos, nem construas o amanhã, porque, como vês, Eu atiro tudo pelos ares e tu depois ficas mal.

- Porque não queres confiar em Mim?

- Deixa que seja Eu a construir –momento a momento- o teu futuro.

- Quanto a ti, basta que digas precisamente como uma Criança:

“Mãe, confio em Ti, deixo-me conduzir por Ti.

Diz-me: o que devo fazer?”

- Deixa também que seja Eu a agir através de ti.

- Para isso, como é necessário morreres para ti mesmo.

- Por isso, é preciso que te habitues a sofrer, a não ser compreendido, a ser ignorado, a ser também um pouco espezinhado.

- Como isto te faz sofrer, não é verdade?

- Mas quando falares aos Sacerdotes acerca do Movimento, da Consagração:

de como devem se entregar totalmente a Mim,

de como devem confiar em Mim,

então eles poderão olhar para a tua pessoa e tu próprio serás para eles um bom exemplo.

- Não sofras demasiado, filho.

- Eu te amo, te amo muito.

MSM-Movimento Sacerdotal Mariano / Padre Stefano Gobbi / 21.07.73

Clique aqui e veja também:

Livro de Nossa Senhora

Minhas Mensagens

Minha Propriedade

 “Senhor, que vosso Amor, Sofrimento e Sangue derramado,

não tenha sido em vão pelas nossas almas e

pelas almas dos Vossos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora.”

"Senhor, sou teu servo, filho da Tua Serva"

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Tudo já foi revelado

 


Tudo já foi revelado

- Filhos prediletos, recolhei-vos comigo na oração, nestas horas que precedem o nascimento do Meu Menino Jesus. (24.dezembro)

- Vivei no Meu Coração Imaculado os momentos da Noite Santa.

- Segui-Me pelo caminho de uma Oração Incessante, que se torne colóquio de amor, de confiança e de filial abandono ao desígnio de salvação do Senhor, Nosso Deus.

- Este abandono levava-Me a uma alegre experiência da presença do Meu Filho, que Eu notava de maneira muito forte, porque tinha chegado a hora do seu nascimento no tempo.

- O ir a Belém tornava-se, para Mim, apenas um doce e materno consentir ao seu divino desejo de começar a viver entre vós como Irmão.

- Eu falava com Ele num colóquio feito de silêncio e de escuta,

de contemplação e de amor,

de adoração e de espera.

- Deste modo, a Oração Incessante envolvia o longo percurso efetuado para chegar a gruta hospitaleira, e tornava-se ainda mais intensa, mais recolhida, até entreabrir o véu que Me impedia de entrar num êxtase profundo com o Céu, do qual saí com o Meu Divino Menino já nascido.

- Segui-Me pelo caminho de um sofrimento por Mim compreendido, acolhido e vivido, como humilde resposta a tudo aquilo que o Senhor Me pedia naqueles momentos.

- Um sofrimento interior, que Me era causado pelo desenrolar das circunstâncias, que se apresentavam como um pedido de uma materno colaboração para o seu desígnio de Amor.

- O ter de abandonar a casa de Nazaré, preparada com tanto cuidado;

o difícil caminho para Belém, no Meu estado de já completa maternidade;

a incerteza em relação ao que iriamos encontrar;

a recusa de nos hospedarem numa casa;

o miserável refúgio numa gruta gelada:

eram como muitos espinhos que transpassavam o Meu Coração de Mãe.

- Mas compreendia que este sofrimento Me era pedido pelo Pai para preparar o berço mais precioso para o Menino que estava para nascer.

- Agora peço também a vós, meus filhos prediletos, oração e sofrimento, como vossa colaboração pessoal para preparar uma digna morada para Jesus, que está para voltar na glória.

- Compreendei o significado das minhas maternas intervenções, que se tornaram hoje mais frequentes, extraordinárias e urgentes.

- Nesta Noite santa parece-vos mais clara a minha mensagem, que vos dou como Celeste Profetiza dos Últimos Tempos.

- Preparai-vos para o Segundo Natal de Jesus na Glória:

Ele está para vir reinar entre vós.

- Os caminhos pelos quais virá são os da oração e do sofrimento.

- Estes já são os tempos em que todos devem recolher-se numa Oração Contínua e confiante, tal como era a Minha, durante o longo caminho para Belém.

- O tempo dos projetos e das discussões já acabou.

- Para quem quer escutar e compreender, tudo já foi revelado.

- Os corações dos homens tornaram-se áridos pelo ódio e pelo pecado;

as nações e os povos rebelam-se contra o seu Deus e grandes trevas os envolvem;

a humanidade não quer abrir de par em par as portas a Cristo que vem.

- Abram-se, então, as pobres grutas dos vossos corações que, no meio da noite profunda, devem arder na luz duma fé inabalável, duma firme esperança e duma ardente caridade.

- Sofrei com paciência e confiança.

- Tal como aconteceu comigo, assim também para vós, os sofrimentos que o Senhor vos pede fazem parte de um seu amoroso desígnio.

- As dores devem aumentar para todos, a medida que se aproxima o seu nascimento.

- Acolhei-os tal como fez a Mãe Celeste.

- Caminhai na luz da Estrela, que vos indica que já chegou o Tempo em que se realizarão os anúncios proféticos que vos foram dados nestes anos; e vivei cada hora da vossa vida na maior confiança e na alegre espera do Glorioso retorno do meu Filho Jesus.

MSM-Movimento Sacerdotal Mariano / Padre Stéfano Gobbi / 24.12.84

Clique aqui e veja também:

Jesus abandonado

O Meu e o vosso sim

Medianeira de Graças

“Senhor, que vosso Amor, Sofrimento e Sangue derramado,

não tenha sido em vão pelas nossas almas e

pelas almas dos Vossos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora.”

sábado, 29 de agosto de 2020

O Dragão será acorrentado

 

O Dragão será acorrentado

- Filhos prediletos, na batalha em que estais empenhados cada dia contra satanás e contra as suas insidiosas e perigosas seduções, contra o poderoso exército do mal;

é preciso, para além da especial ajuda dos Anjos do Senhor, tendes necessidade de usar uma arma segura e invencível: esta arma é a vossa Oração.

- Com a Oração, sempre podeis arrancar do inimigo o terreno que ele conquistou;

podeis fazer germinar sementes de bem no deserto do mal e do pecado;

podeis, sobretudo, libertar um imenso número de almas que satanás conseguiu tornar suas prisioneiras.

- A Oração tem uma Poderosa Força,

capaz de suscitar reações em cadeia para o bem, mais fortes do que reações atômicas.

- A Minha Oração predileta é o Santo Terço.

- Por isso, nas Minhas Numerosas Aparições, sempre convido a rezá-lo,

uno-Me aqueles que o rezam, peço-o a todos com ânsia e Preocupação Materna.

- Porque o Santo Terço é tão eficaz?

- Porque é uma Oração simples, humilde e vos forma espiritualmente na pequenez, na mansidão, na simplicidade de coração.

- Hoje em dia, satanás consegue conquistar todas as coisas com o espírito de Soberba e de Rebelião contra Deus e tem pavor daqueles que seguem a Vossa Mãe Celeste pelo Caminho da Pequenez e da Humildade.

- Enquanto esta Oração é desprezada pelos grandes e pelos Soberbos,

é recitada com muito amor e muita alegria pelos Meus Pequeninos:

Pelos pobres, pelas crianças, pelos humildes, pelos sofredores e pelos muitíssimos fiéis que acolheram o meu convite.

- A soberba de satanás será novamente vencida pela Humildade dos Pequeninos e o Dragão Vermelho sentir-se-á definitivamente humilhado e derrotado, quando Eu o amarrar, servindo-Me para isso, não de uma grossa corrente, mas de uma fragilíssima corda: o Santo Terço.

- O Santo Terço é uma Oração que vós fazeis comigo.

- Quando Me convidais a rezar por vós,

Eu atendo o vosso pedido e associo a Minha voz a vossa,

uno a Minha Oração a vossa Oração.

- É por isso que ela se torna cada vez mais eficaz,

porque a vossa Mãe Celeste é a Onipotência Suplicante.

- Obtenho sempre tudo o que peço, porque Jesus nunca pode dizer não aquilo que a Sua Mãe Lhe pede.

- O Terço é uma Oração que une as vozes da Igreja e da humanidade, porque é feita em nome de todos e nunca apenas a titulo pessoal.

- Com a Contemplação dos Mistérios do Santo Terço,

conseguis chegar a compreensão do desígnio de Jesus, que se delineia em toda a sua vida:

desde a Encarnação até ao cumprimento da sua Páscoa Gloriosa e penetrais assim, cada vez mais, no Mistério da Sua Redenção.

- Sois introduzidos na compreensão deste Mistério de Amor, através da vossa Mãe Celeste, passando pelo Caminho do Seu Coração, para chegar a posse do imenso Tesouro da Divina e Ardente Caridade do Coração de Cristo.

- Nesta Oração sois assim Formados para a Perfeita Glória do Pai,

através da frequente repetição da Oração que Jesus vos ensinou:

Pai Nosso que estais nos céus,

Santificado seja o Vosso Nome,

Venha a nós o Vosso Reino...

- Sois Formados também na Adoração Contínua da Santíssima Trindade,

por meio da recitação do:

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

- A Vossa Mãe Celeste vos pede, hoje, que useis o Santo Terço como a arma mais eficaz para combater a Grande Batalha, as ordens da “Mulher vestida de sol”

- Correspondei ao Meu convite:

1) Multiplicai os vossos Cenáculos de Oração e de Fraternidade,

2) Consagrai-vos ao Meu Coração Imaculado,

3) Recitai frequentemente o Santo Terço.

- Então, o Poderoso Dragão Vermelho será totalmente acorrentado por Esta Corrente, o Santo Terço:

a sua margem de ação tornar-se-á cada vez mais reduzida e,

por fim, poderá ser tornado impotente e inofensivo.

- Assim, aparecerá perante todos o Milagre do Triunfo do Meu Coração Imaculado.

MSM-Movimento Sacerdotal Mariano / Padre Stefano Gobbi / 07.10.83

Veja também:

Oração

Na Hora da vossa morte (Sua Oração será atendida)

Coroação de Espinhos de Jesus

O Anjo com a Chave e a Corrente

Instrumentos da Minha Paz

“Senhor, que vosso Amor, Sofrimento e Sangue derramado,

não tenha sido em vão pelas nossas almas e

pelas almas dos Vossos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora.”

“Senhor, sou teu servo, filho de Tua Serva.”

 

domingo, 9 de abril de 2017

Metanoia Cristã


Significado de Metanóia (Mind Set):
  • Mudança, transformação de caráter ou na maneira de pensar.
  • Mudança que resulta ou é motivada por algum tipo de arrependimento.
  • Remorso por alguma falha; penitência.
  • Modificação espiritual; conversão.
  • Modo novo de conceber ideias, de se comportar, de enxergar a vida e a realidade.
Esperança no mundo
- A Paixão de Nosso Divino Redentor deixa uma lição para nós:
  • Aqueles que, por princípios mundanos, têm como ideal obter aplauso, colocando sua esperança na aprovação dos homens, erram, porque cometem a loucura de escolher para si uma situação estável.
- A Paixão de Nosso Senhor nos mostra, de maneira eloquente, o quanto é preciso pôr nosso empenho em conhecer, amar e servir a Deus com “todo seu coração, de toda tua alma, de todo teu entendimento e com toda a tua força e o teu próximo como a ti mesmo” Marcos 12, 30-31, pouco nos importando se nos atacam ou nos elogiam, se nos recebem ou nos repudiam, mas, isto sim, se agradamos a Deus com a nossa forma de proceder.
- Ao sermos Batizados nos comprometemos –seja por nós mesmos ou na pessoa de nossos padrinhos- a renunciar ao demônio, ao mundo e a carne e ficarmos marcados com o sinal do combate.
- Não firmamos, em nenhum momento, o propósito de nos apoiarmos no aplauso dos outros. Assim sendo, devemos, sempre, nos lembrar dessas promessas de luta, que exigem de nossa parte a determinação de enfrentar todas as batalhas que tais inimigos, por nós rejeitados no Batismo, vão se apresentando no decorrer desta peregrinação.

A Cruz
- A Cruz, sinal de ignominia por constituir o pior castigo, o suplício mais horrível daqueles tempos da Encarnação de Jesus, considerado pelos Judeus como ‘Maldição Divina” Dt 21,23 e pelos romanos como infamante, a tal ponto que não era aplicado a um cidadão do Império, sendo reservado apenas aos escravos e aos criminosos mais comuns.
- No entanto, tão poderoso é este Rei Jesus que, posto nesse pedestal de humilhação, Ele o transforma em trono de glória!
- Hoje em dia, ostentar a Cruz ao peito é uma honra, e nos admiramos ao vê-la sobre as coroas ou no alto das catedrais e dos edifícios eclesiásticos:
  • É a exaltação da Cruz.
- Ora, sendo participes da vida divina, pela graça, somos chamados a trilhar a mesma via do Rei dos reis, sem nunca descer, subir para chegar ao Céu, cujas portas nos serão abertas, não por nossos méritos, mas pelos de Nosso Redentor (Metanóia).


Pela Cruz alcançamos a Luz
- Contrário a certa mentalidade muito alastrada, não é possível abolir a Cruz da face da Terra, pois, em geral, todo ser humano sofre.
- A dor é nossa companheira e só deixará de existir no Paraiso Celeste.
- É neste contexto que é imprescindível ao homem compreender o verdadeiro valor do sofrimento (Metanóia), pois uma equivocada compreensão do sofrimento leva alguns a caírem no:
  • Abatimento,
  • Revolta contra a providência,
  • Querer esquivar-se de carregar a própria cruz, cuja tentativa se torna inútil, tornando-a mais pesada, acrescentando ainda o ônus da inconformidade com a vontade de Deus, que conhece e permite cada uma de nossas angústias.
Valor da luta
- Compenetremo-nos de que a dor encerra inúmeros benefícios para nossa salvação:
  • Poderoso meio de nos aproximarmos de Deus. (Metanóia).
- Desde antes da queda, Anjos e homens, por terem sido criados em estado de prova, tem a tendência de fechar-se e esconder-se sobre si (conf Gn 3, 8-10), quando deveriam estar constantemente abertos para Deus.
- E é nisto que consiste a prova do entendimento e a compreensão de nossa realidade como Batizados, filhos de Deus e de sermos chamados de Cristãos (Metanóia).
- As lutas, reveses e aflições surgidas em nosso caminho são elementos eficazes para dirigir nosso espírito ao Bem infinito e escancarar para Ele a porta de nossa alma.
- Nessas horas experimentamos o poder da oração, sentimos nossa total dependência de Deus e nos colocamos em suas mãos sem reservas, a procura de amparo e força.
- O sofrimento pode receber o título de bem aventurança que nos faz merecer, já neste mundo, a recompensa de libertar-nos de nosso egoísmo e de vivermos voltados para Deus. Ó dor, bem aventurada dor!
- Em sua Bondade infinita, o Senhor nos “cumula de tribulações na Terra para nos obrigar a buscar a felicidade no Céu” diz Santo Antônio Maria Claret.
- O sofrimento constitui-se, então, um meio infalível de preparação para conhecer, amar e contemplar a Deus face a face.

Glória comprada pelo sofrimento
- O Verbo onipotente, Unigênito do Pai, ao Se encarnar quis passar pelas vicissitudes da condição humana, para nos dar exemplo de paciência.
- Sua Alma Santíssima que desde o primeiro instante da concepção, já possuía a glória, e esta deveria, naturalmente, refletir-se em sua carne; mas a relação natural entre alma e corpo n’Ele estava submetida a sua Divina Vontade, a qual aprouve suspender esta lei, realizando um milagre contra Si mesmo, pois preferiu tomar um corpo padecente a fim de que obtivesse com maior honra a glória do Corpo, quando a merecesse pela Paixão.
- Ele assumiu aquelas deficiências corporais derivadas do pecado original como o cansaço, a fome, a sede e a morte.
- Jesus visava apontar o combate da Cruz como causa de elevação para todos nós, Batizados, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (conf Rm 8,17). (Metanóia).
- Tão excelente é o sacrifício de nosso Salvador, oferecendo-Se a Si mesmo ao Pai como Vitima perfeita, que os efeitos da Paixão excedem em muito a dívida do pecado. Diz o Padre Garrigou-Lagrange:
“Deus Pai pediu a seu Filho:  um ato de amor que Lhe agrada mais do que Lhe desagradam todos os pecados juntos;
um ato de amor redentor, de um valor infinito e superabundante”
Jesus lhe ofereceu o sofrimento e morte na Cruz.

O combate do Católico é sua glória
- Somos combatentes (Metanóia).
- Não fomos feitos para apoiar aqueles que põe sua esperança no mundo, mas para defender Nosso Senhor Jesus Cristo.
- O mundo só nos interessa como objeto de conquista para O Reino de Deus, pois queremos ser apóstolos, a fim de que todos os homens experimentem nossa alegria de cristãos. (Metanóia).
- Alegria proveniente da certeza (Metanóia), infundida pela fé na alma, de um dia recuperar o corpo em estado glorioso e viver a eternidade feliz no convívio com Deus, com Maria Santíssima, com os Anjos e com os Santos.
- A convicção (Metanóia) de que a Cruz conduz a Luz, isto é, a vitória e ao triunfo final, torna a alma equilibrada, calma e serena, e dá forças para encarar a morte com confiança, sabendo que no outro lado estará Aquele que por nós morreu na Cruz, pronto a nos receber (Metanóia).
- E agora? Estou preparado para a Metanóia? Ou seja:
  • Mudança,
  • transformação de caráter,
  • maneira de pensar,
  • modificação espiritual,
  • conversão. 
Metanóia de Pedro
- A famosa frase de Santo Agostinho:
“Crer para entender e entender para crer”
resume uma verdadeira Metanóia que aconteceu com Pedro; vejamos o relato em João 13, 6-9:
- “Jesus coloca agua numa bacia e começa a lavar os pés dos discípulos e a enxuga-los com a toalha que estava cingido. (Traje e função dos escravos, não dos senhores ISm 25,41).
Chega, então, a Simão Pedro, que lhe diz:
- Senhor, tu, lavar-me os pés?
Respondeu Jesus:
- O que faço, não compreenderás agora, mas o compreenderás mais tarde.
Disse-lhe Pedro:
- Jamais me lavarás os pés!
Respondeu Jesus:
- Se Eu não te lavar, não terás parte comigo.
Disse-lhe Pedro:
- Senhor, não apenas meus pés, mas também as mãos e a cabeça”

- Por não estarmos prontos, podemos voltar nas decisões tomadas; Deus purifica nosso entendimento quando cremos mas ainda não entendemos.
- Essa foi a Metanóia de Pedro: por crer em Jesus aceitou sua proposta mesmo ainda não entendendo.

- Jesus ‘sentiu’ e ‘experimentou’ toda repugnância e dor que haveremos de ‘sentir’ e ‘experimentar’ durante todo nosso processo de Metanóia (conversão).
“Não creias porém que deixei de sentir então repugnância e dor. Pelo contrário quis que a minha natureza humana experimentasse todas as que vós mesmos experimentais, a fim de que meu exemplo vos fortificasse em todas as circunstancias de vossa vida.
Também quando soou para Mim aquela hora dolorosíssima de minha Paixão, que Eu poderia tão facilmente evitar, abracei-a amorosamente para:
  • cumprir a Vontade do Pai,
  • reparar Sua Glória,
  • expiar os pecados do mundo,
  • comprar a salvação de muitas almas.
Jesus a Santa Josefa; Apelo ao Amor pg 414

Minha Metanóia
- Descreva em seu diário espiritual quais são as repugnâncias que sua natureza humana sente quando se fala de uma verdadeira conversão ao cristianismo.
- Quais as renúncias que devo proceder?
- O que me impede de ser humilde?
- O que me impede de perdoar?
- O que me impede de Amar até o extremo, como Jesus amou?
- Se voluntariamente passei a maior parte de minha vida na impiedade ou na indiferença e percebo que a eternidade já esta as portas, o que me impede de implorar o perdão?
- Qual respeito humano sinto como uma ‘repugnância’ que me está impedindo de me unir ao Senhor?
“Enquanto tiver o homem um sopro de vida, poderá ainda recorrer a Misericórdia e implorar o perdão”
Jesus a Santa Josefa; Apelo ao Amor pg 418
- Olhemos para o resultado e a recompensa que haveremos de receber na eternidade.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Sofrer com Paciência

Sofrer com Paciência
            È preciso sofrer com paciência todas as tribulações desta vida, as doenças, as dores, a pobreza, a perda de bens, a morte dos parentes, as injurias, as perseguições e tudo o que nos contraria.
Estejamos persuadidos de que os sofrimentos desta vida são sinais do amor de Deus para conosco, e do seu desejo de nos ver salvos no céu.
Compreendamos ainda que agradam mais a Deus as mortificações involuntárias enviadas por ele do que as voluntárias que são de nossa escolha.

            Nas doenças procuremos resignar-nos inteiramente a vontade do Senhor, com isso agradar-lhe-emos mais do que com qualquer outra prática de piedade. Se então não pudermos meditar, olhemos para o crucifixo e ofereçamos a Jesus nossos sofrimentos em união com os que ele sofreu por nós na cruz.
Quando nos avisarem da aproximação de nossa morte, aceitemo-la em paz e em espirito de sacrifício, isto é, com a vontade de morrer para comprazer a Jesus Cristo. Dessa entrega a vontade de Deus nasceu todo o mérito da morte dos mártires. É preciso, pois, dizer a Deus: “Senhor, eis-me aqui; quero o que vós quereis, quero sofrer tudo o que vos aprouver; estou pronto para morrer quando quiserdes”.
Não peçamos vida mais longa para fazermos penitência dos nossos pecados, pois a aceitação da morte com plena resignação vale mais do que todas as penitências.

            Conformemo-nos também com a vontade divina, quando formos provados pela pobreza e por todos os incômodos que ela nos traz consigo: o frio, a fome, o cansaço, as desonras, os desprezos.

É preciso ainda acolher com resignação a perda dos bens, dos parentes e amigos que, vivendo, poderiam fazer-nos o bem. Acostumemo-nos a repetir em todas as coisas que nos contrariam: “Assim Deus quis, assim também eu quero”. Na morte de algum parente, em vez de perdermos tempo chorando sem proveito algum, empreguemo-nos rezando pelo falecido, e ofereçamos a Jesus a dor que sentimos nessa perda.

Esforcemo-nos, enfim, para sofrer com paciência e serenidade os desprezos e as injurias. A quem nos fala com injurias, respondamos com mansidão; mas, quando nos sentimos agitados, é melhor sofrer e calar até que se tranquilize o nosso espirito. Não nos queixemos a outros das injurias recebidas, mas ofereçamo-las de coração a Jesus Cristo que sofreu tanto por nós.


A Prática de amor a Jesus Cristo | Santo Afonso Maria de Ligório

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Deus nos ama

Deus nos ama
17. Por que Deus nos carrega de tantas cruzes e parece se alegrar vendo-nos atribulados, desprezados, perseguidos e maltratados no mundo?
Por acaso é um tirano tão cruel que gosta de nos ver sofrer?
Não. Deus não é um tirano nem é cruel; ele é todo bondade e amor para conosco. Basta dizer que nos amou até morrer por nós.
Ele se alegra, sim, vendo-nos sofrer, mas para o nosso bem. Deseja que, sofrendo nesta vida, fiquemos livres das penas que deveríamos sofrer na outra vida por causa das nossas dividas com a justiça de Deus.
Ele se alegra, sim, para que não nos apeguemos aos prazeres sensíveis desta vida.
Certas mães colocam algo de amargo em seus seios quando querem desmamar o filhinho. Deus torna amargos os prazeres da vida para que, sofrendo com paciência e resignação, lhe demos alguma prova de nosso amor.
Alegra-se finalmente, por adquirirmos maior glória no céu com os nossos sofrimentos. Por esses motivos, todos eles de bondade e amor, o Senhor se alegra vendo-nos sofrer.

18. Para praticarmos bem a resignação em todas as tribulações que nos acontecem, é necessário persuadir-nos de que todos os sofrimentos vêm das mãos de Deus, diretamente ou indiretamente através dos homens.
Quando nos virmos atribulados, devemos agradecer ao Senhor e aceitar alegremente tudo o que ele nos manda, porque tudo é para o nosso bem: “Todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus” Romanos 8,28.
Quando nos aflige alguma tribulação, devemos pensar no inferno, por nós merecido. Todo o sofrimento em comparação com o inferno, será sempre imensamente menor.
Mas, para sofrer com paciência todas as dores, todos os desprezos e todas as contrariedades, requer-se a oração mais do que qualquer consideração. A ajuda divina que nos será dada depois da oração, comunicar-nos-á a força que não tínhamos.
Assim fizeram os santos, recomendaram-se a Deus e venceram todos os sofrimentos e perseguições.

Oração
            Senhor, estou convencido de que, sem sofrer com paciência, não posso ganhar o céu. “Dele é que vem –dizia Davi- a minha paciência” Salmo 61,6. O mesmo quero dizer.
            Vós me dareis a paciência para sofrer. Quero aceitar com tranquilidade todas as tribulações, mas depois, quando elas chegam, encho-me logo de tristeza de desânimo.
            Dessa forma sofro sem méritos e sem amor, porque não sei ainda sofrer par vos agradar.
            Por isso, meu Jesus, eu vos peço, pelos merecimentos de vossa paciência, a graça de sofrer todas as cruzes por vosso amor.
            Eu vos amo de todo o meu coração, divino Redentor.
Eu vos amo, meu sumo bem;
Amo-vos, Jesus, digno de um amor infinito.
Arrependo-me de todos os desgostos que vos tenho dado.
Prometo-vos aceitar com resignação todos os sofrimentos de que me enviardes; mas espero de vós o socorro para sofrer com paciência, especialmente as dores da minha agonia e da minha morte.
Maria, minha Rainha, alcançai-me uma verdadeira resignação em tudo o que ainda tenha de sofrer na vida e na morte.

Amém.
A Prática de amor a Jesus Cristo Cap XIV– Santo Afonso Maria de Ligório

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Maduros na fé


Os 30 'quês' de uma pessoa madura na fé
- Renovados que estamos e ao voltarmos para casa, para os ambientes em que vivemos apliquemos em nossos relacionamentos o que aprendemos e renovamos.
- Estamos num mundo completamente pluralista, por isso precisamos nos tornar verdadeiros especialistas em matéria de fé e conversão. Se não for dessa forma, os cristãos “mais ou menos” não vão resistir; daí a necessidade de um amadurecimento real e concreto na fé.

- O Projeto Nacional de Evangelização diz que é preciso ter e levar os outros ao encontro pessoal com Jesus, pois só assim vamos nos tornando maduros na fé, que nada mais é do que sermos crianças nas mãos de Deus.

- Livres da maturidade somente humana que questiona tudo, vamos a caminho de sermos verdadeiros cristãos com coluna vertebral.

- Textos-base para um aprofundamento e um exame de consciência a respeito da nossa fé:
1 Cor 3, 1-9; Heb 5, 12-14; Ef 4, 11-15.

A pessoa que tem uma fé vivida de forma madura com Deus é uma pessoa:
01 – Que escolhe inteiramente por Deus.
02 – Que sabe discernir a Vontade de Deus.
03 – Que faz a Vontade de Deus até o fim.
04 – Que vive o Evangelho sem questionamentos.
05 – Que é livre em Deus.
06 – Que sabe obedecer.
07 – Que sabe reconhecer os sinais do tempo.
08 – Que vive uma individualidade e não um individualismo.
09 – Que é capaz de viver a alteridade.
10 – Que vive uma fé com obras.

A pessoa que tem uma fé vivida de forma madura com o próximo é uma pessoa:
01 – Que pergunta, sem duvidar do próximo.
02 – Que vive a fé com o próximo.
03 – Que consegue se adaptar com o diferente.
04 – Que se alegra com o crescimento do próximo.
05 – Que reconhece o outro por também ser um filho de Deus.
06 – Que sabe o seu papel na sociedade.
07 – Que contagia o próximo com a santidade.
08 – Que tem como única competição amar mais o próximo.
09 – Que ama com caridade.
10 – Que é original na fé e na opinião.

A pessoa que tem uma fé vivida de forma madura consigo mesma é uma pessoa:
01 – Que tem autonomia na fé.
02 – Que é perseverante, mesmo no sofrimento.
03 – Que se engaja e se compromete.
04 – Que é especialista no que faz.
05 – Que é como pára-raios na intercessão.
06 – Que conhece a própria verdade.
07 – Que assume as experiências vividas.
08 – Que sabe receber elogios e também as críticas.
09 – Que sabe falar, mas também escutar.
10 – Que se deixa trabalhar no temperamento pelo Espírito de Deus.
 Padre Anderson Marçal

sábado, 16 de novembro de 2013

Reescrever minha história


O sonho de Deus
- Desde o começo, Deus tinha um sonho.
- Seu sonho era restaurar o homem à plena comunhão com Ele, o seu Criador.
- Jesus foi a resposta a esse sonho.
- Todos os homens piedosos que, ao longo dos séculos, escreveram a Bíblia, registraram vislumbres desse sonho, incluindo-os em seus escritos.
- Por isso, em toda a Bíblia –desde a criação até o nascimento de Jesus- podemos ver os autores bíblicos se referindo a esse sonho messiânico.

Jesus, então, é o tema central da Bíblia.
  • Abraão viu seu reflexo em Melquizedeque, Rei de Salém, ou Rei da Paz.
  • Jacó o chamou de Silo, o enviado.
  • Para Moisés Ele foi o Cordeiro da Páscoa, Aquele que seria levantado.
  • Para Josué Ele foi o Capitão da nossa Salvação.
  • Rute O viu como o Parente Resgatador.
  • Samuel O retratou como Nosso Rei.
  • Davi O chamou de Leão de Judá e Bom Pastor.
  • Para Salomão Ele é o Amado.
  • Esdras e Neemias O viram como o Restaurador.
  • Para Ester Ele é o nosso Advogado.
  • disse que Ele era o seu Redentor.
  • Isaías O descreveu como o Servo Sofredor.
  • Jeremias O viu como O Grande Oleiro.
  • Ezequiel O chamou de Filho do Homem.
  • Daniel O chamou de Príncipe e Pedra.
  • Oséias O comparou a um marido restaurando Sua esposa caída.
  • Para Joel Ele era o Restaurador.
  • Amós O viu como o Lavrador Celestial.
  • Para Abadias Ele era o Salvador.
  • Jonas O retratou como a Ressurreição e a vida.
  • Miquéias O chamou de Testemunha.
  • Para Naum Ele era Fortaleza no dia da angústia.
  • Habacuc O chamou de Deus da Minha Salvação.
  • Para Sofonias Ele era o Senhor Zeloso.
  • Ageu disse que Ele era o Desejado das nações.
  • Zacarias O denominou Renovo de Justiça.
  • Malaquias O chamou de Sol de Justiça.
  • João Batista, por fim, proclamou:
“Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

- Estes acontecimentos foram refletidos e aprofundados.
- Os pais contavam a seus filhos, de geração a geração.
- Aos poucos, começaram a escrever; a Bíblia começou a ser formada.
- Aos poucos estes escritos foram colecionados; assim, hoje, temos um livro que nos conta a descoberta de Deus pelo povo da Bíblia.

- Temos na Bíblia a revelação de Deus. Deus nos fala por meio dela.
- A Bíblia ilumina os acontecimentos de hoje e nos ajuda a interpretá-los.
- A Bíblia foi escrita por muitas pessoas diferentes e há muito tempo, mas ela é sempre a Boa Nova, sempre o livro atual, seja no passado, presente ou futuro.

- Tudo o que se passou conosco está escrito em nosso livro de vida. Não podemos apagar nada. Talvez, até aqui não tenhamos escrito nada valoroso, apenas alguns rabiscos, mas nada profundo.
- Precisamos assumir: temos sido maus escritores e é necessário reescrever nossa história sem receio de assinar embaixo.
- Perdoar-nos por ter escrito a história da nossa própria vida de forma errada.

- A Bíblia nos ensina a reescrever nossa história, pois no tempo de nossa ignorância de conhecimento de Deus ficamos dispersos e fomos levados pelos “...joguetes das ondas, agitados por todo vento de doutrina, presos pela artimanha dos homens e da sua astúcia que nos induz ao erro.
MAS, seguindo a verdade em amor, cresceremos em tudo em direção àquele que é a cabeça, Cristo”.(Efésios 4,14s)

Colocando em prática
- É realmente surpreendente, até mesmo misterioso, considerar que o Deus transcendente do céu e da terra queira comunicar-se comigo, um minúsculo grão de areia neste imenso universo.
- Por mais incrível que pareça, é verdade.
- Deus quer falar conosco, especialmente através de Sua Palavra.
- Ele não grita, nem nos força a parar em nossa vida cheia de pressa.
- Ele apenas nos convida a reescrever nossa história n’Ele e com Ele:
“Levá-lo-ei ao deserto e falarei ao seu coração” (Oséias 2,16)

A Liturgia Diária é o ‘caminho ao deserto’; além dela poderá também exercitar-se nesta Palavra durante 7-dias:
  • 1º dia- Isaias 55, 1-3.10.11 A Palavra que sair de minha boca não voltará a mim sem fazer seu efeito.
  • 2º dia- Jeremias 7, 1-15-Enquanto Eu vos falava...vós não me escutastes.
  • 3º dia- Jeremias 23, 16-29 Não é Minha Palavra como fogo e como martelo?
  • 4º dia- Oséias 6, 1-6 Palavra punidora de Deus que quer amor e não sacrifícios.
  • 5º dia- Sabedoria 18, 14-16 Do alto do céu, a Vossa Palavra onipotente.
  • 6º dia- Salmo 8 Senhor, nosso soberano, quão admirável o Vosso Nome.
  • 7º dia- Salmo 19 Narram os céus a glória de Deus.

domingo, 10 de novembro de 2013

Cerco de Jericó, introdução


Significado do Cerco de Jericó
- O Cerco de Jericó consiste em uma semana incessante de batalha espiritual, com intensificação da oração pessoal, Missa diária, visita ao Santíssimo, vigílias e o Terço de Nossa Senhora.
- O Cerco de Jericó, recorda um fato importante do Antigo testamento: a conquista da cidade de Jericó pelos Judeus, liderados por Josué (Conforme Josué 6). O plano da vitória foi revelado por Deus, de um modo concreto e detalhado.
- Durante seis dias o povo deveria dar uma volta em torno da cidade. No sétimo dia, sete voltas. Josué e todo o Israel executaram fielmente as ordens recebidas. Durante a sétima volta, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor e, pelo poder de Deus, as muralhas de Jericó caíram.

Origem do Cerco de Jericó
- Tudo começou na Polônia, quando para obter uma vitória certa, alguns piedosos poloneses organizaram em seu país aquilo a que chamaram de Cerco de Jericó.
- O Santo Padre devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de santo Estanislau, Bispo de Cracóvia. Em fins de novembro de 1978, 7 (sete) semanas depois do Conclave que havia eleito João Paulo II, a Rainha Vitoriosa do Santo Rosário, Maria Santíssima deu uma mensagem precisa a uma alma privilegiada da Polônia, onde dizia: "Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora, um Congresso do Rosário: 7 dias e 6 noites de rosários consecutivos, diante do Santíssimo Sacramento exposto".
- O Cerco de Jericó consiste num incessante "assalto" de rosários, durante 7 dias e 6 noites, rezados diante do SANTÍSSIMO SACRAMENTO exposto.

- Por que o Cerco de Jericó?
- No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o rio Jordão com todo o povo e tomasse posse da Terra Prometida. Ora, a cidade de Jericó era uma fortaleza inexpugnável. Ao chegar junto às muralhas de Jericó, Josué ergueu os olhos e viu um anjo, com uma espada na mão, que lhe deu ordens concretas e detalhadas.
- Josué e todo Israel executaram fielmente as ordens recebidas: durante 6 dias, os valentes guerreiros de Israel deram uma volta em torno da cidade. No 7º dia deram 7 voltas. Durante a 7ª volta, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor e, pelo poder de Deus as muralhas de Jericó caíram....
- No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado.
Ele respondeu: ‘É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o terço pelo Papa; é bom rezar em Jasna Gora. Podeis fazê-lo.’
Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czastochowa e presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome ‘congresso’, para maior facilidade na sua organização.
- Como esse ‘assalto’ de rosários devia durar sete dias, e, tal como em Jericó, tinha-se certeza da vitória, deu-se-lhe o nome de Cerco de Jericó.
- O Padre diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos da visita do Santo Padre. Dizia ele: ‘seria melhor em abril’.
- ‘Mas a Rainha do Céu deu ordens para que se organizassem esses rosários permanentes na primeira semana de maio’, respondeu o Sr. Anatol.
- O Padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações.
- A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria.

- Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o ‘assalto’ de rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram ‘as muralhas de Jericó’. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho.
- Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o ‘seu’ Santo Padre, numa alegria indescritível! No dia 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo o Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidos em Blonic Kraskokic. Foi a apoteose!
- Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica.
- ‘O Rosário tem um poder de exorcismo’, dizem os nossos amigos da Polônia, ‘ele torna o demônio impotente’.
- Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável ‘assalto’ de rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento. Mais uma vez, as muralhas de ódio de satanás se abatiam diante do poder da Ave-Maria.
- Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora os Cercos de Jericó.
- A 2 de fevereiro de 1986, aquela mesma alma privilegiada recebia outra mensagem da Rainha Vitoriosa do Santíssimo Rosário: ‘Ide ao Canadá, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Alemanha para salvar o que ainda pode ser salvo’.
Nossa Senhora não pede, mas ordena que se organizem os rosários permanentes e os Cercos de Jericó, se quisermos ter a certeza da Vitória.

Como organizar o Cerco de Jericó
·         Defina o problema que necessita do socorro de Deus e Intercessão dos amigos: Doença, Vida profissional, financeira, Libertação espiritual, etc...
·         Leia todo o capitulo 6 do Livro de Josué, para melhor entender o significado e obediência a Deus.
·         Prepare uma lista das 24-horas do dia com intervalos de 30-minutos.
·         Convide 24-pessoas (Intercessores) que se comprometam a rezar 1-hora ao dia ou 48-pessoas que se comprometam a rezar 30-minutos por dia.
·         Veja qual o melhor horário que a pessoa pode parar tudo que estiver fazendo para rezar pela sua causa.
·         Peça para a pessoa anotar tudo o que Deus fala a ela durante o Cerco de Jericó.
·         Repasse para todos os Intercessores os folhetos com as “Instruções” de como rezar por sua causa durante o Cerco de Jericó.

Que pelo Poder do Sangue de Jesus, pela Intercessão da Virgem Maria, a Imaculada e São José, o justo; sua causa seja restabelecida de acordo com a vontade do Senhor.